domingo, 16 de dezembro de 2007

PARA SE LEMBRAR DE MIM



Há de chegar o dia em que meu corpo jazerá sobre um lençol branco bem esticado, no leito de um movimentado hospital, ocupado por vivos e moribundos. Em certo momento, o médico vai dizer que meu cérebro parou totalmente de funcionar e, para todos os efeitos, minha vida acabou.
Quando isso acontecer, não tente inserir vida artificial em meu corpo por meio de máquinas. E não chame isso de meu leito da morte. Chame de leito da Vida. E deixe o meu corpo ser retirado do invólucro para ajudar outros a terem uma vida mais rica.
Dê minha vista a um homem que nunca viu o sol nascer, o sorriso de um bebê ou o amor nos olhos de uma mulher. Dê meu coração a uma pessoa cujo coração nada provou , além de dias de dor. Dê meu sangue a um jovem que foi retirado dos destroços de seu carro, para que ele possa viver para ver os seus netos brincando no parque. Dê os meus rins às pessoas que precisam de uma máquina três vezes por semana para continuar existindo. Retirem meus ossos, cada músculo, cada fibra e nervo do meu corpo e encontrem um meio para fazer uma criança inválida caminhar.
Explorem cada canto do meu cérebro. Retirem minhas células, se necessário, e as deixe crescer para que, um dia, um menino mudo possa gritar "gol" e uma menina surda possa ouvir o barulho da chuva na vidraça.
Queimem o que restar de mim e espalhem as cinzas ao vento, para ajudar as flores a brotar.
Se precisar enterrar alguma coisa, que sejam meus erros, minhas fraquezas e todo o mal que fiz aos meus semelhantes.
Dê meus pecados ao diabo. Dê minha alma a Deus.
Se, por acaso, quiser se lembrar de mim, que seja com uma ação boa ou uma palavra gentil a alguém que precise.
Se fizer o que peço, viverei para sempre.

(Robert N. Test)



O nascimento é a celebração maior da vida, quando uma nova pessoa surge e traz felicidade para todos. Mas existe outro momento que enche de alegria os corações de muitos: é o nascer de novo. A oportunidade de recomeçar a vida, quando as esperanças já são poucas, é o maior presente que alguém pode receber. E existem pessoas que precisam muito deste presente. Por isso, precisamos nos conscientizar sobre a importância de ser um doador de órgãos.

Pense nisso, milhares de pessoas vão te agradecer. (http://www.doevida.org.br/)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

SAUDADE...


COMO É FÁCIL SER DIFÍCIL...



Como é fácil ser difícil!
Basta ficar longe dos outros, e desta maneira, não vamos sofrer nunca.
Não vamos correr os riscos do amor, das decepções, dos sonhos frustrados.
Como é fácil ser difícil!
Não precisamos nos preocupar com telefonemas que precisam ser dados, com pessoas que pedem nossa ajuda, com caridade que é necessário fazer.
Como é fácil ser difícil!
Basta fingir que estamos numa torre de marfim, que jamais derramamos uma lágrima.
Basta passar o resto de nossas existências representando um papel.
Como é fácil ser difícil!
Basta abrir mão do que existe de melhor na vida:

Viver...

(Retirado do livro Maktub - Paulo Coelho)

A LÂMPADA APAGADA




Era véspera de Natal. Em todas as casas havia intensa alegria. Nas ruas, era grande o movimento. Pessoas transitavam com pacotes, entrando e saindo de lojas cheias de compradores e vendedores ansiosos.
O homem e a mulher se aproximaram de um restaurante. A mulher trazia nos olhos o brilho dos que sabem compartilhar alegrias e se sentem felizes com pequenas coisas. Sorria.
O homem se apresentava carrancudo. O rosto marcado por rugas de preocupação. No coração, um tanto de revolta.
Sentaram-se à mesa e, enquanto ela olhava o cardápio, procurando algo simples e gostoso para o lanche, ele começou a reclamar. Reclamou que as coisas não estavam dando certo. Ele tinha investido em um determinado produto em sua loja, contando que as vendas fossem excelentes, mas não foram.
O produto não era tão atraente assim. Ou talvez fosse o preço. Enfim, o comerciante reclamava e reclamava.
De repente, ele parou de falar. Observou que sua esposa parecia não estar ouvindo o que ele dizia. Em verdade, ela estava mesmo era em outra esfera.
Olhava fixamente para uma árvore de natal que enfeitava o balcão do pequeno restaurante. Sim, ela não estava interessada na sua conversa.
Ele também olhou na mesma direção e, de forma mecânica, comentou: a árvore está bem enfeitada, mas tem uma lâmpada queimada no meio das luzes.
É verdade, respondeu a mulher. Há uma lâmpada queimada. E você conseguiu vê-la porque está pessimista, meu amor. Não conseguiu perceber a beleza das dezenas de outras luzes coloridas que acendem e apagam, lançando reflexos no ambiente.
Assim também acontece com a nossa vida. Você está reclamando da venda do produto que não deu certo e se mostra triste. Mas está esquecido das dezenas de bênçãos que brilharam durante todo o ano para nós. Você está fixando seu olhar na única lâmpada que não iluminou nada.
Não há dúvida de que acharemos, no balanço das nossas vidas, diversas ocorrências que nos infelicitam. Podemos chegar a sentir como se o mundo ruísse sob os nossos pés.
Porém, a maior tristeza que pode se abater sobre a criatura, multiplicando dificuldades para o espírito, é o mau aproveitamento das oportunidades que Deus lhe concede, para evoluir e brilhar.
Meditemos sobre isso e descubramos as centenas de lâmpadas que brilham em nossos caminhos................
Ao lado das dores e problemas que nos atingem as vidas, numerosas são as bênçãos que nos oferece a divindade.
Apliquemo-nos no dom de ver e ouvir o que é bom, belo e positivo.
Contemplemos a noite que se estende sobre a terra e sem nos determos no seu manto escuro, descubramos no brilho das estrelas, as milhares de lâmpadas que Deus posicionou no espaço para encher de luz os nossos olhos.
Acostumemo-nos a observar e a ver o bem em toda a parte a fim de que a felicidade nos alcance e possamos sentir a presença do criador, que é amor na sua expressão maior, sustentando-nos as vidas.

"É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver."
(Gabriel Garcia Marquez)

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

O PINHEIRO DE ST MARTIN



"Na véspera de Natal, o padre da igreja do pequeno vilarejo de St. Martin, nos Pirinéus franceses, preparava-se para celebrar a missa, quando começou a sentir um perfume maravilhoso.
Era inverno, há muito que as flores tinham desaparecido - mas ali estava aquele agradável aroma, como se a Primavera tivesse vindo fora do tempo.
Intrigado, saiu da igreja para procurar a origem de tal maravilha, e foi dar com um rapaz sentado na soleira da porta da escola. Ao seu lado, estava uma espécie de árvore de Natal dourada.
- Mas que bela árvore! - disse o pároco. - Parece ter tocado o céu, já que iraadia uma essência divina! E é feita de ouro puro! Onde foi que a encontraste?
O jovem não demonstrou muita alegria com o comentário do padre.
- É verdade que isto que trago comigo começou a ficar cada vez mais pesado à medida que eu andava, as suas folhas ficaram duras. Mas não pode ser ouro, e estou com medo da reacção dos meus pais.
O rapaz contou então a sua história:
- Saí hoje de manhã para ir até à grande cidade de Tarbes, com o dinheiro que a minha mãe me tinha dado para comprar uma bela árvore de Natal.
No entanto, ao atravessar um povoado, vi uma senhora de idade, solitária, sem familia para comemorar a grande festa da Cristandade. Dei-lhe algum dinheiro para a ceia, pois estava certo de que poderia conseguir um desconto na minha compra.
Ao chegar a Tarbes, passei em frente da grande prisão, onde havia uma série de pessoas à espera da hora da visita. Todas estavam tristes, porque passariam a noite longe dos seus entes queridos. Ouvi algumas delas a comentar que não tinham sequer conseguido comprar um bolo de Natal. Nesse momento, movido pelo romantismo de alguém da minha idade, decidi que iria dividir o meu dinheiro com aquelas pessoas, que estavam a precisar dele mais do que eu. Guardaria apenas uma infima quantia para o almoço; o florista é amigo da nossa familia, com certeza que me daria a árvore, e eu poderia trabalhar para ele na semana seguinte, pagando assim a minha divida.
Entretanto, ao chegar ao mercado, fiquei a saber que o florista que conhecia não tinha ido trabalhar.
Tentei, de todas as formas, conseguir que alguém me emprestasse o dinheiro, de modo a que pudesse comprar a árvore noutro lugar, mas foi em vão.
Convenci-me de que conseguiria pensar melhor sobre o que fazer se estivesse com o estômago cheio. Quando me aproximei de um café, um menino, que parecia estrangeiro, perguntou-me se eu lhe podia dar uma moeda, já que não comia há dois dias. Lembrei-me de que o menino Jesus também deve ter passado fome, por isso, entreguei-lhe o pouco dinheiro que sobrava, e voltei para casa.
No regresso, parti um galho de um pinheiro; tentei ajeitá-lo, cortá-lo, mas ele começou a ficar duro como se fosse feito de metal, e está longe de ser a árvore de Natal que a minha mãe espera.
- Meu caro - disse o padre -, o perfume desta árvore não deixa dúvidas de que foi tocada pelos Céus. Deixa-me contar o resto desta tua história:
Assim que deixaste a senhora, ela pediu imediatamente à Virgem Maria, uma mãe como ela, que te devolvesse esta benção inesperada. Os parentes dos presos convenceram-se de que tinham encontrado um anjo, e rezaram para agradecer aos anjos os vários bolos que foram comprados. O menino que encontraste agradeceu a Jesus por ter a sua fome saciada.
A Virgem, os anjos e Jesus escutaram as preces daqueles que tinham sido ajudados. Quando partiste o galho do pinheiro, a Virgem derramou sobre ele o perfume da misericórdia. À medida que caminhavas, os anjos iam tocando as suas folhas e transformando-as em ouro. Finalmente, quando tudo ficou pronto, Jesus olhou para o trabalho, abençoou-o e a partir de agora quem tocar nesta árvore de Natal terá os seus pecados perdoados e os seus desejos atendidos.
E assim foi. Conta a lenda que o pinheiro sagrado ainda se encontra em St Martin; mas a sua força é tão grande que todos aqueles que ajudam o seu próximo na véspera de Natal, não importa quão longe estejam do pequeno vilarejo dos Pirinéus, são abençoados por ele."

(Um conto de Natal de Paulo Coelho)
Comentar o que??! Melhor agir e sentir a felicidade no coração ao seguir o exemplo do garoto...
Caridade, solidariedade, amor no coração...
O resto é pura ilusão.
Um lindo natal a todos e que Deus esteja no coração de cada um de nós e que cada ser necessitado sejja visto como um menino Jesus que deve ter passado pela dor de não ter o que comer.
Beijos meus

AMIGO APAIXONADO



Pensando bem
Eu gosto mesmo de você
Pensando bem quero dizer
Que amo ter te conhecido
Nada melhor
Que eu deixar você saber
Pois é tão triste esconder
Um sentimento tão bonito
Hoje mesmo vou te procurar
Falar de mim
Sei que nem chegou a imaginar
Que eu pudesse te amar tanto assim
Sempre fui um grande amigo seu
Só que não sei mais se assim vai ser
Sempre te contei segredos meus
Estou apaixonado por você
Esse amor entrou no coração
Agora diz o que é que a gente faz
Pode dizer sim ou dizer não
Ser só seu amigo não da mais
(Victor e Leo)

Não é das melhores coisas a se postar numa volta depois de tanto tempo afastada, mas adoro esta música, talvez pela melodia e foi a primeira coisa que me veio à mente para postar. Beijos a todos e meus sinceros pedidos de desculpas àqueles que passaram para uma visita e encontraram a casa meio abandonada...

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

SE EU MORRER ANTES DE VOCÊ...


Se eu morrer antes de você, faça-me um favor.
Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me.
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo. Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles.
Se sentir saudade e desejar orar por mim, pode fazê-lo. Eu talvez precise de oração. Se quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase:
- "Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis para Deus!"
Aí, então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu.
Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele.
Você acredita nessas coisas?
Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu... "Ser seu amigo já é um pedaço dele..
( "Amizade talvez seja isso" )

- (Chico Xavier)-

ROMARIA



É de sonho e de pó
O destino de um só
Feito eu perdido
Em pensamentos
Sobre o meu cavalo...
É de laço e de nó
De jibeira o jiló
Dessa vida
Cumprida a só..
Sou caipira, pirapora, Nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida...
O meu pai foi peão
Minha mãe solidão
Meus irmãos
Perderam-se na vida
À custa de aventuras...
Descasei, joguei
Investi, desisti
Se há sorte
Eu não sei, nunca vi...
Me disseram, porém
Que eu viesse aqui
Prá pedir de
Romaria e prece
Paz nos desaventos...
Como eu não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar
Meu olhar...
Sou caipira, Pirapora, Nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida...
Sou caipira, Pirapora, NossaSenhora de Aparecida...

Composição: Renato Teixeira

A JANELA



Certa vez, dois homens que, seriamente doentes, estavam na mesma enfermaria de um grande hospital. O cômodo era bastante pequeno, e nele havia uma janela que dava para o mundo. Um dos homens tinha, como parte do seu tratamento, permissão para sentar-se na cama por uma hora durante as tardes (algo que ver com a drenagem de fluido de seus pulmões).
Sua cama ficava perto da janela. O outro, contudo, tinha de passar todo o seu tempo deitado de barriga para cima.
Todas as tardes, quando o homem cuja cama ficava perto da janela era colocado em posição sentada, ele passava o tempo descrevendo o que via lá fora. A janela aparentemente dava para um parque onde havia um lago.
Havia patos e cisnes no lago, e as crianças iam atirar-lhes Po e colocar na água barcos de brinquedo. Jovens namorados caminhavam de mãos dadas entre as arvores, e havia flores, gramados e jogos de bola. E ao fundo, por trás da fileira de arvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade.
O homem deitado ouvia o sentado descrever tudo isso, apreciando todos os minutos. Ouviu sobre como uma criança quase caiu no lago, e sobre como as garotas estavam bonitas em seus vestidos de verão.
As descrições do seu amigo eventualmente o fizeram sentir que quase podia ver o que estava acontecendo lá fora...
Então, em uma bela tarde, ocorreu-lhe um pensamento: Por que o homem que ficava perto da janela deveria ter todo o prazer de ver o que estava acontecendo? Por que ele não podia ter essa chance?
Sentiu-se envergonhado, mas quanto mais tentava não pensar assim, mais queria uma mudança. Faria qualquer coisa!
Numa noite, enquanto olhava para o teto, o outro homem subitamente acordou tossindo e sufocando, suas mãos procurando o botão que faria a enfermeira vir correndo. Mas ele o observou sem se mover... mesmo quando o som de respiração parou.
De manhã, a enfermeira encontrou o outro homem morto, e silenciosamente levou embora o seu corpo.
Logo que pareceu apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado na cama perto da janela. Então colocaram-no lá, aconchegaram-no sob as cobertas e fizeram com que se sentisse bastante confortável.
No minuto em que saíram, ele apoiou-se sobre um cotovelo, com dificuldade e sentindo muita dor, e olhou para fora da janela. Viu apenas um muro...
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto, lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. "Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...".
"E a vida é, sempre foi e será aquilo que nos a tornamos."
(Autor Desconhecido)

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

TARDE DEMAIS...



O telefone toca e...
ele: Pronto!
ela: Olá !
ele: Quem fala?
ela: Sou eu, a felicidade iludida.
ele: O que é que queres
ela: Dizer-te que te amo.
ele: OUTRA VEZ? Eu já ouvi isso 15 vezes. Não te cansas?
ela: Quem ama não cansa...
ele: Mas eu canso... Eu não te amo!
ela: O que?
ele: Isso mesmo, eu iludo e por isso me chamo ilusão de amor. Tu sabias que era só amizade, nada mais!
ela: Claro que não. Disseste-me tantas coisas... E ainda me beijas-te!
ele: Beijai-te? Aquilo nem foram beijos...
ela: Não? Então o que foram?
ele: Ok... Foram beijos mas sem significado.
ela: Ah e um beijo sem significado deixa de ser beijo?
ele: Não.
ela: Quer dizer, eu não significo nada para ti?
ele: Significas...
ela: O que?
ele: uma grande conta de telefone no final do mês . Agora vou desligar.
ela: Não, não, por favor!
ele: Queres parar com isso? ESTOU FARTO!
ela: Não, por favor, não desligues.
ele: ?
ela: Fala comigo...
ele: ?
ela: Por amor de Deus, diz que me amas!
ele: OUVE... eu já estou farto de ti. Agora vê se me esqueces.
ela: Eu prefiro morrer do que esquecer-te.
ele: Ai sim? então trata-te!
(Ele desliga o telefone)
ela: Não, por favor... Não faças isso, eu amo-te.
ALGUNS DIAS DEPOIS ...
- Do que morreu esta rapariga? - perguntam.
- De intoxicação - responde a enfermeira.
- Coitada... ela tinha algum problema? - perguntaram.
- Sim, sofria de amor... - responde a enfermeira.
e então, no dia do funeral o rapaz de quem a rapariga gostava apareceu no local prestando a sua última homenagem e lançou-lhe uma rosa vermelha e disse baixinho:
- Amo-te!
Ela lá em cima a ver tudo, respondeu bem alto:
- Tarde de mais!

ROMPANTES



A vida moderna caracteriza-se pela pressa.
Os recursos tecnológicos permitem que pessoas distantes troquem mensagens de forma instantânea.
A internet viabiliza a circulação de informações com rapidez vertiginosa.
Se algo relevante acontece em determinado país, em instantes isso pode ser levado ao conhecimento dos habitantes do outro lado do globo.
O dinheiro circula com grande desenvoltura pelas bolsas de valores de todo o planeta.
No jargão empresarial, tempo é dinheiro.
Decisões importantes freqüentemente têm de ser tomadas com prontidão e presteza.
Essa pressa já contamina as relações pessoais.
Relacionamentos começam e terminam em uma velocidade impensável há algum tempo atrás.
As pessoas se permitem intimidades tão logo se conhecem.
Mas igualmente têm pressa em seguir adiante, ao menor sinal de incompatibilidade.
Isso logra banalizar, de certo modo, o contato humano.
A agilidade que tudo impulsiona tende a fazer com que se tome pouco cuidado no lidar com o semelhante.
Esquece-se de que ele não é uma aplicação financeira ou um negócio a ser finalizado.
Nessa urgência de viver intensamente, as pessoas esquecem algumas regras básicas de educação.
Tornam-se quase desumanas, no afã de rapidamente partir para uma próxima etapa, mesmo sem atinar com o que vem a seguir.
À míngua de calma, vive-se na base de rompantes.
Sem muito refletir, as pessoas falam e agem.
Nesse processo, freqüentemente ferem os que as rodeiam.
Mas não se preocupam com isso, de acordo com uma nova e rasa perspectiva de vida.
Se confrontadas, afirmam-se apenas sinceras.
Reputam como virtude o hábito de dizer o que pensam, sem se preocupar com os sentimentos alheios.
Contudo, ninguém aprecia ser tratado com rudeza.
Mesmo quem age rudemente não gosta de receber pontapés.
Segundo um antigo provérbio, a verdade é como uma jóia preciosa.
Se uma jóia for atirada com violência na face de alguém, provocará ferimentos ou até cegueira.
Mas se for oferecida em um belo embrulho, de forma gentil, agradará bastante.
Então, é preciso cuidado com a forma como a verdade é aplicada na vida do próximo.
Uma verdade feroz apenas gera ferimentos e animosidade.
Mas se ela for apresentada com tato e gentileza, há grande chance de ser bem aceita.
Contudo, para ser gentil é necessário gastar algum tempo.
A gentileza é incompatível com rompantes.
Para não ser causa de sofrimentos e mágoas, reflita antes de falar e agir.
Lembre que ação gera reação.
O tratamento que você concede aos outros mais tarde lhe será concedido.
Deixe a rapidez e a pressa para questões objetivas, como negócios e notícias.
Em suas relações, seja calmo e ponderado.
Quem reage ao primeiro impulso, tem grandes chances de se arrepender.
O hábito de formular juízo de valor com rapidez implica, não raro, condenar sem permitir defesa.
Essa é uma atitude típica de déspotas, que sempre acabam sós.
Relações amorosas ou fraternas não se consolidam sem dedicação e cuidado.
Em clima de rudeza e insensibilidade, elas fenecem.
Tempo pode ser dinheiro, como habitualmente se afirma.
Mas a fortuna é uma compensação muito insignificante para a falta de amores e amigos.

Pense nisso.
(Redação do Momento Espírita)

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

O TESTAMENTO DE UM CÃO



Minhas posses materiais são poucas e eu deixo tudo para você...
Uma coleira mastigada em uma das extremidades, faltando dois botões, uma desajeitada cama de cachorro e
uma vasilha de água que se encontra rachada na borda.
Deixo para você a metade de uma bola de borracha, uma boneca rasgada que você vai encontrar debaixo da geladeira,
um ratinho de borracha sem apito que está debaixo do fogão da cozinha e uma porção de ossos enterrados no
canteiro de rosas e sob o assoalho da minha casinha.
Além disso, eu deixo para você a memória, que aliás são muitas.
Deixo para você a memória de dois enormes e meigos olhos, marrons, de uma caudinha curta e espetada,
de um nariz molhado e de choradeira atrás da porta.
Deixo para você uma mancha no tapete da sala de estar junto à janela, quando nas tardes de inverno eu me
apropriava daquele lugar, como se fosse meu, e me enrolava feito uma bolinha para pegar um pouco de sol.
Deixo para você um tapete esfarrapado em frente de sua cadeira preferida, o qual nunca foi consertado com o tipo
de linha certo.... isso é verdade. Eu o mastiguei todinho, quando ainda tinha cinco meses de idade, lembra-se?
Deixo para você um esconderijo que fiz no jardim debaixo dos arbustos perto da varanda da frente, onde eu
encontrava asilo durante aqueles dias de verão. le deve estar cheio de folhas agora e por isso talvez você tenha
dificuldades em encontrá-lo. Sinto muito!
Deixo também só para você, o barulho que eu fazia ao sair correndo sobre as folhas de outono, quando passeávamos pelo
bosque. Deixo ainda, a lembrança de momentos pelas manhãs, quando saíamos junto pelamargem do riacho, e você me
dava aqueles biscoitos de baunilha. Recordo-me das suas risadas, porque eu não consegui alcançar aquele coelho
impertinente.
Deixo-lhe como herança minha devoção, minha simpatia, meu apoio quando as coisas não iam bem, meus latidos
quando você levantava a voz aborrecido... e minha frustração por você ter ralhado comigo.Eu nunca fui à igreja e nunca
escutei um sermão. No entanto, mesmo sem haver falado sequer uma palavra em toda a minha vida, deixo para você o
exemplo de paciência, amor e compreensão.
Sua vida tem sido mais alegre, pois eu estive ao seu lado!
Autor: Frank Reichstein

CONSTRUINDO PONTES



Dois irmãos, que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado.
Mas agora tudo havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem na sua porta. Ao abri-la, notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro na mão.
- Estou procurando trabalho, disse ele. Talvez você tenha algum serviço para mim.
- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho. Na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois a use para construir uma cerca bem alta.
- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro. Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez da cerca, uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens do riacho. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:
- Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo de que lhe contei.
Mas as surpresas não pararam aí. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos. Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio. Mas, de repente, num só impulso, correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte. O carpinteiro que fez o trabalho partiu com sua caixa de ferramentas.
- Espere, fique conosco!
E o carpinteiro respondeu:
- Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...
(Autor Desconhecido)

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

O AMOR QUANDO SE REVELA...



O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
(Fernando Pessoa)

SONETO DE SEPARAÇÃO



De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
(Vinícius de Morais)

ARROGÂNCIA



O diálogo abaixo é verídico, e foi travado em outubro de 1995 entre um navio da Marinha Norte Americana e as autoridades costeiras do Canadá, próximo ao litoral de Newfoundland.
Os americanos começaram na maciota:
- Favor alterar seu curso 15 graus para norte para evitar colisão com nossa embarcação.
Os canadenses responderam de pronto:
- Recomendo mudar o SEU curso 15 graus para sul.
O americano ficou mordido:
- Aqui é o capitão de um navio da Marinha Americana. Repito, mude o SEU curso.
Mas o canadense insistiu:
- Não. Mude o SEU curso atual.
O negócio começou a ficar feio. O capitão americano berrou ao microfone:
- ESTE É O PORTA-AVIÕES USS LINCOLN, O SEGUNDO MAIOR NAVIO DA FROTA AMERICANA NO ATLÂNTICO. ESTAMOS ACOMPANHADOS DE TRÊS DESTROYERS, TRÊS FRAGATAS E NUMEROSOS NAVIOS DE SUPORTE. EU EXIJO QUE VOCÊS MUDEM SEU CURSO 15 GRAUS PARA NORTE, UM, CINCO, GRAUS NORTE, OU ENTÃO TOMAREMOS CONTRAMEDIDAS PARA GARANTIR A SEGURANÇA DO NAVIO.
E o canadense respondeu:
- Aqui é um farol, câmbio!
Às vezes a nossa arrogância nos faz cegos... quantas vezes criticamos a ação dos outros, quantas vezes exigimos mudanças de comportamento nas pessoas que vivem perto de nós quando na verdade nós é que deveríamos mudar o nosso rumo....

(Autor desconhecido)

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

CANÇÃO PARA UMA VALSA LENTA



Minha vida não foi um romance...
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amas, não digas, que morro
De surpresa... de encanto... de medo...

Minha vida não foi um romance...
Minha vida passou por passar.
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.

Minha vida não foi um romance...
Pobre vida... passou sem enredo...
Glória a ti que me enches a vida
De surpresa, de encanto, de medo!

Minha vida não foi um romance...
Ai de mim... Já se ia acabar!
Pobre vida que toda depende
De um sorriso... de um gesto... um olhar...

[Mario Quintana, Canções, 1946]

O QUE HERDAM DE NÓS, OS FILHOS?



Afinal, quem são nossos filhos, o que representam em nossas vidas e o que representamos nós na vida deles, além do simples relacionamento pais e filhos?
O que herdam de nós ao nascer?
São questões fundamentais trazidas por Hermínio Miranda, em sua obra “Nossos filhos são espíritos.”
O estudioso afirma que “longe de respostas mais claras e objetivas, ou, pelo menos, de hipóteses orientadoras, o que observamos, no dia-a-dia das lutas e alegrias da vida”, é diferente:
Uma coletânea de clichês obsoletos, ou seja, idéias preconcebidas e cristalizadas que, de tão repetidas, assumiram status de verdades inquestionáveis.
Verdades que vamos aceitando meio desatentos, sem procurar examiná-las em profundidade.
Por exemplo: o Marquinho “puxou” o jeito enérgico da mãe, ou a Mônica herdou a inteligência do pai, ou o gosto da tia pelas artes plásticas, ou, ainda, o temperamento da avó Adelaide. A primeira coisa a desaprender com relação às crianças é a de que elas não herdam características psicológicas, como inteligência, dotes artísticos, temperamento, bom ou mau gosto, simpatia ou antipatia, doçura ou agressividade.
Cada ser é único, em sua estrutura psicológica, preferências, inclinações e idiossincrasias.
Somente características físicas são geneticamente transmissíveis: cor da pele, dos olhos, ou dos cabelos, tendência a esta ou àquela conformação física, etc.
Entra ainda a predisposição a esta ou àquela enfermidade, ou a uma saúde mais estável, traços fisionômicos e coisas dessa ordem.
Quanto ao mais, não. Pais inteligentíssimos podem ter filhos medíocres, tanto quanto pais aparentemente pouco dotados podem ter filhos geniais.
Pessoas pacíficas geram filhos turbulentos e vice-versa, pais desarmonizados produzem crianças excelentes, equilibradas e sensatas.
Qualquer um de nós poderá citar pelo menos uma dúzia de exemplos de seu conhecimento para testemunhar a exatidão dessas afirmativas.
Por isso, repetimos, cada criança, cada pessoa é única, é diferente, e embora possam ter duas ou mais, certas características em comum ou muito semelhantes, cada uma delas é um universo próprio, como que individualizado.
Até mesmo gêmeos univitelinos, ou seja, gerados a partir do mesmo ovo, trazem na similitude de certos traços físicos, diferenças fundamentais de temperamento e caráter.
Diferenças que os identificam com precisão, como indivíduos perfeitamente autônomos e singulares.
Definamos, portanto, um importante aspecto: os pais produzem apenas o corpo físico dos filhos, não o Espírito (ou alma) deles.
É fundamental que compreendamos que nossos filhos são Espíritos. São almas que trazem sua própria bagagem psicológica milenar, e que nascem em nosso lar por necessidade.
Necessidade de crescer, de aprender. Necessidade de corrigir equívocos; de ser referência, exemplo, num ninho doméstico despedaçado; necessidade de amar e ser amado.
* * *
“Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.”



(Com base no cap. 2 do livro "Nossos filhos são espíritos", de Hermínio Miranda,
ed. Lachâtre e no item 8 do cap. XIV do livro "O evangelho segundo o espiritismo", de Allan Kardec.)

sábado, 13 de outubro de 2007

NÃO ESTRAGUE O SEU DIA



A sua irritação não solucionará problema algum.
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.

Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.

O seu mau humor não modifica a vida.

A sua dor não impedirá que o Sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus.

A sua tristeza não iluminará os caminhos.

O seu desânimo não edificará a ninguém.

As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.

As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.

Não estrague o seu dia.

Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo

sempre para o Infinito Bem.

(ANDRÉ LUIZ)

ELEGÂNCIA



Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizerum simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.


É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.

Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas.

Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante.

É elegante não ficar espaçoso demais.

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.

É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo não tem que ter estas frescuras".
Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la. Educação enferruja por falta de uso.

E, detalhe : não é frescura.

( Toulouse Lautrec )

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

COMO SOBREVIVEMOS???



Olhando para trás, é duro crer que estejamos vivos até hoje.
Nós viajávamos em carros sem cintos de segurança ou air bag.
Não tivemos nenhuma tampa à prova de crianças em vidros de remédios, portas, ou armários e andávamos de bicicleta sem capacete, sem contar que pedíamos carona.
Bebíamos água direto da mangueira e nos riachos, e não da garrafa, em copos descartáveis.
Nós gastamos horas construindo nossos carrinhos de rolimã para descer ladeira abaixo, e só então descobríamos que tínhamos esquecido dos freios. Depois de colidir com algumas árvores, aprendemos a resolver o problema.
Saíamos de casa pela manhã e brincávamos o dia inteiro, só voltando quando se acendiam as luzes da rua. Ninguém podia nos localizar. Não havia telefone celular.
Nós quebramos ossos e dentes, e não havia nenhuma lei para punir os culpados. Eram acidentes. Ninguém para culpar e processar, só a nós mesmos.
Nós tivemos brigas e esmurramos uns aos outros e aprendemos a superar isto. A amizade continuava a mesma...
Nós comemos doces e bebemos refrigerantes, mas não éramos obesos. Estávamos sempre ao ar livre, correndo e brincando. Compartilhamos garrafas de refrigerante, e ninguém morreu por causa disso. Não tivemos Playstations, Nintendo 64, vídeo games, 99 canais a cabo, filmes em vídeo, soundsurround, celular, computadores ou Internet.
Nós tivemos amigos. Nós saíamos, e os encontrávamos. Íamos de bicicleta ou caminhávamos até a casa deles e batíamos à porta. Imagine tal coisa! Sem pedir permissão aos pais... por nós mesmos! Lá fora, no mundo cruel! Sem nenhum responsável! Como fizemos isso?
Nós corremos, brincamos e inventamos jogos com varas e bolas improvisadas, apanhamos do chão e comemos frutas caídas e, embora nos tenham dito que aconteceria, nunca passamos mal, tivemos dor-de-barriga para sempre, ou uma contaminação fatal!
Nos jogos da escola, nem todo o mundo fazia parte do time. Os que não fizeram, tiveram que aprender a lidar com a frustração...
Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros. Eles repetiam o ano... Que horror! Não inventavam testes extras nem aprovação automática. Éramos responsáveis por nossas ações e arcávamos com as conseqüências. Não havia ninguém que pudesse resolver por nós.
A idéia de um pai nos protegendo, se desrespeitássemos alguma lei, era inadmissível! Nossos pais protegiam mais as leis do que a nós! Imagine!
Nossa geração produziu alguns dos melhores enfrentadores de risco, negociadores de soluções, criadores e inventores! Os últimos 40 anos foram uma explosão descomunal de inovações e novas idéias. Foi o resplendor da criatividade humana... Foi a verdadeira Renascença da humanidade!
Tivemos liberdade, fracasso, sucesso, responsabilidade, histórias pra contar e aprendemos a lidar com tudo isso...
a VIVER, enfim!

Se você é um deles... Parabéns!

Sorte dos que tiveram oportunidade de crescer como crianças...

PEDIDO DE DEMISSÃO



Venho por meio desta, apresentar oficialmente meu pedido de demissão da categoria dos adultos.
Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as idéias de uma criança de oito anos no máximo.
Quero acreditar que o mundo é justo e que todas as pessoas são honestas e boas.
Quero acreditar que tudo é possível. Quero que as complexidades da vida passem desapercebidas por mim e quero ficar encantada com as pequenas maravilhas deste mundo. Quero de volta uma vida simples e sem complicações. Cansei dos dias cheios de computadores que falham, montanha de papeladas, notícias deprimentes, contas a pagar, fofocas, doenças e necessidade de atribuir um valor monetário a tudo o que existe.
Não quero mais ter que inventar jeitos para fazer o dinheiro chegar até o dia do próximo pagamento. Não quero mais ser obrigada a dizer adeus a pessoas queridas e, com elas, a uma parte da minha vida.
Quero ter a certeza de que Deus está no céu, e de que por isso, tudo está direitinho nesse mundo.
Quero viajar ao redor do mundo no barquinho de papel que vou navegar numa poça deixada pela chuva. Quero jogar pedrinhas na água e ter tempo para olhar as ondas que elas formam. Quero achar que as moedas de chocolate são melhores do que as de verdade, porque podemos comê-las e ficar com a cara toda lambuzada.
Quero ficar feliz quando amadurecer o primeiro caju, a primeira manga ou quando a jabuticabeira ficar pretinha de frutas.
Quero poder passar as tardes de verão à sombra de uma árvore, construindo castelos no ar e dividindo-os com meus amigos.
Quero voltar a achar que chicletes e picolés são as melhores coisas da vida. Quero que as maiores competições em que eu tenha de entrar sejam um jogo de bola de gude ou uma pelada. Quero voltar ao tempo em que tudo o que eu sabia era o nome das cores, a tabuada, as cantigas de roda, a "Batatinha quando nasce..." e a "Ave Maria" e que isso não me incomodava nadinha, porque eu não tinha a menor idéia de quantas coisas eu ainda não sabia.
Quero voltar ao tempo em que se é feliz, simplesmente porque se vive na bendita ignorância da existência de coisas que podem nos preocupar ou aborrecer.
Quero acreditar no poder dos sorrisos, dos abraços, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia.
Quero estar convencida de que tudo isso... vale muito mais do que o dinheiro!
A partir de hoje, isso é com vocês, porque eu estou me demitindo da vida de adulto.
Agora, se você quiser discutir a questão, vai ter de me pegar... PORQUE O PEGADOR ESTÁ COM VOCÊ!!!
E para sair do pegador, só tem um jeito: Demita-se você também dessa sua vida chata de adulto. NÃO TENHA MEDO DE SER FELIZ!!!
(desconheço a autoria e olha que eu procurei... se alguém souber...)
BEIJOS E UM ÓTIMO "DIA DAS CRIANÇAS" A TODOS NÓS.

O ASSALTO


Na feira, a gorda senhora protestou a altos brados contra o preço do chuchu:
— Isto é um assalto!
Houve um rebuliço. Os que estavam perto fugiram. Alguém, correndo, foi chamar o guarda. Um minuto depois, a rua inteira, atravancada, mas provida de um admirável serviço de comunicação espontânea, sabia que se estava perpetrando um assalto ao banco. Mas que banco? Havia banco naquela rua? Evidente que sim, pois do contrário como poderia ser assaltado?
— Um assalto! Um assalto! — a senhora continuava a exclamar, e quem não tinha escutado, escutou, multiplicando a notícia. Aquela voz subindo do mar de barracas e legumes era como a própria sirena policial, documentando, por seu uivo, a ocorrência grave, que fatalmente se estaria consumando ali, na claridade do dia, sem que ninguém pudesse evitá-la.
Moleques de carrinho corriam em todas as direções, atropelando-se uns aos outros. Queriam salvar as mercadorias que transportavam. Não era o instinto de propriedade que os impelia. Sentiam-se responsáveis pelo transporte. E no atropelo da fuga, pacotes rasgavam-se, melancias rolavam, tomates esborrachavam-se no asfalto. Se a fruta cai no chão, já não é de ninguém; é de qualquer um, inclusive do transportador. Em ocasiões de assalto, quem é que vai reclamar uma penca de bananas meio amassadas?
— Olha o assalto! Tem um assalto ali adiante!
O ônibus na rua transversal parou para assuntar. Passageiros ergueram-se, puseram o nariz para fora. Não se via nada. O motorista desceu, desceu o trocador, um passageiro advertiu:
— No que você vai a fim do assalto, eles assaltam sua caixa.
Ele nem escutou. Então os passageiros também acharam de bom alvitre abandonar o veículo, na ânsia de saber, que vem movendo o homem, desde a idade da pedra até a idade do módulo lunar.
Outros ônibus pararam, a rua entupiu.
— Melhor. Todas as ruas estão bloqueadas. Assim eles não podem dar no pé.
— É uma mulher que chefia o bando!
— Já sei. A tal dondoca loira.
— A loura assalta em São Paulo. Aqui é morena.
— Uma gorda. Está de metralhadora. Eu vi.
— Minha Nossa Senhora, o mundo está virado!
— Vai ver que está caçando é marido.
— Não brinca numa hora dessas. Olha aí sangue escorrendo!
— Sangue nada, é tomate.
Na confusão, circularam notícias diversas. O assalto fora a uma joalheria, as vitrinas tinham sido esmigalhadas a bala. E havia jóias pelo chão, braceletes, relógios. O que os bandidos não levaram, na pressa, era agora objeto de saque popular. Morreram no mínimo duas pessoas, e três estavam gravemente feridas.
Barracas derrubadas assinalavam o ímpeto da convulsão coletiva. Era preciso abrir caminho a todo custo. No rumo do assalto, para ver, e no rumo contrário, para escapar. Os grupos divergentes chocavam-se, e às vezes trocavam de direção; quem fugia dava marcha à ré, quem queria espiar era arrastado pela massa oposta. Os edifícios de apartamentos tinham fechado suas portas, logo que o primeiro foi invadido por pessoas que pretendiam, ao mesmo tempo, salvar o pêlo e contemplar lá de cima. Janelas e balcões apinhados de moradores, que gritavam:
— Pega! Pega! Correu pra lá!
— Olha ela ali!
— Eles entraram na Kombi ali adiante!
— É um mascarado! Não, são dois mascarados!
Ouviu-se nitidamente o pipocar de uma metralhadora, a pequena distância. Foi um deitar-no-chão geral, e como não havia espaço uns caíam por cima de outros. Cessou o ruído, Voltou. Que assalto era esse, dilatado no tempo, repetido, confuso?
— Olha o diabo daquele escurinho tocando matraca! E a gente com dor-de-barriga, pensando que era metralhadora!
Caíram em cima do garoto, que sorveteu na multidão. A senhora gorda apareceu, muito vermelha, protestando sempre:
— É um assalto! Chuchu por aquele preço é um verdadeiro assalto!

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

UM POUCO DE CHE GUEVARA


Ernesto Guevara Lynch de la Serna, mais conhecido por Che Guevara ou El Che (Rosário, Argentina, 14 de Junho de 1928La Higuera, Bolívia, 9 de Outubro de 1967) foi um dos mais famosos revolucionários marxistas da História. Che representava a linha dura pró-soviética, ao lado do irmão de Fidel, Raul Castro.
Foi por causa da visão de tanta miséria e impotência e das lutas e sofrimentos que presenciou em suas viagens que o jovem Ernesto Guevara concluiu que a única maneira de acabar com todas as desigualdades sociais era promovendo mudanças na política administrativa mundial.

"Nasci na Argentina, não é segredo para ninguém. Sou Cubano e também sou Argentino, se não se ofenderem os ilustríssimos latino-americanos, me sinto tão patriota da América - Latina, de qualquer pais da América - Latina, como qualquer outro é, no momento em que fosse necessário, estaria disposto a entregar minha vida pela libertação de qualquer um dos países latino-americanos, sem pedir nada a ninguém, sem exigir nada, sem explorar ninguém......."

"Não nego a necessidade objetiva do estímulo material, mas sou contrário a utilizá-lo como alavanca impulsora fundamental. Porque então ela termina por impor sua própria força às relações entre os homens."

"As tantas rosas que os poderosos matem nunca conseguirão deter a primavera."
" Não há fronteiras nesta luta de morte, nem vamos permanecer indiferentes perante o que aconteça em qualquer parte do mundo. A vitória nossa ou a derrota de qualquer nação do mundo, é a derrota de todos."

"Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário"

"Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros".
(Ernesto Guevara)

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

MÁRIO QUINTANA I



"A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas."

"Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro."

"A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda."

"Mas o que quer dizer este poema? - perguntou-me alarmada a boa senhora.
E o que quer dizer uma nuvem? - respondi triunfante.
Uma nuvem - disse ela - umas vezes quer dizer chuva, outras vezes bom tempo..."

"Autodidata é um ignorante por conta própria."

"Quantas vezes a gente,
em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão,por toda parte,os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!"

"Dizes que a beleza não é nada? Imagina um hipopótamo com alma de anjo... Sim, ele poderá convencer os outros de sua angelitude - mas que trabalheira!"
"Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?"

"E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando a vidas dos insetos..."

"Esses padres conhecem mais pecados do que a gente..."

É PRIMAVERA...



Quando o inverno chegar

Eu quero estar junto a ti

Pode o outono voltar

Que eu quero estar junto a ti

Porque... é primavera

Te amo

é primavera,
te amo... meu amor

Trago essa rosa,

para lhe dar... meu amor

Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti

pode o outono voltar

que eu quero estar junto a ti

Porque... é primavera

Te amo

é primavera,
te amo... meu amor

Trago essa rosa... meu amor

Hoje o céu esta tão lindo, vai chuva

hoje o céu esta tão lindo, meu amor.

domingo, 23 de setembro de 2007

A IMPONTUALIDADE DO AMOR



Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.

(Martha Medeiros)

sábado, 22 de setembro de 2007

VOCÊ REALMENTE JÁ AMOU UMA MULHER?



Para realmente amar uma mulher, para compreendê-la
Você precisa conhecê-la profundamente por dentro
Ouvir cada pensamento, ver cada sonho
E dar-lhe asas, quando ela quiser voar
Então, quando você se achar repousando
Desamparado em seus braços
Você saberá que realmente ama uma mulher...
Quando você ama uma mulher
Você lhe diz que ela realmente é desejada
Quando você ama uma mulher
Você lhe diz que ela é a única
Pois ela precisa de alguém para dizer-lhe que vai
durar para sempre
Então diga-me: Você realmente já amou uma mulher?
Para realmente amar uma mulher
Deixe-a segurar você
Até que você saiba como ela precisa ser tocada
Você precisa respirá-la, realmente saborea-la
Até que você possa sentí-la em seu sangue
E quando você puder ver
Suas crianças que ainda não nasceram dentro dos olhos
dela
Você saberá que realmente ama uma mulher
Você precisa dar-lhe um pouco de confiança
Segurá-la bem apertado
Um pouco de ternura
Precisa tratá-la bem
Ela estará perto de você, cuidando bem de você
Você realmente precisa amar sua mulher...
E quando você se achar repousando
Desamparado em seus braços
Você saberá que realmente ama uma mulher...
Então diga-me: você realmente...
já amou uma mulher?
(Tradução da letra "Have You Ever Really Loved A Woman?" Bryan Adams - Você realmente já amou uma mulher?)

Acho que poucos homens podem dizer que realmente já amaram uma mulher...
Hoje em dia com esta história de "ficar", de pouco compromisso, de medo de se entregar, fez com que as pessoas se distanciassem mais e perdessem a oportunidade única do amor verdadeiro. Eu sou realmente uma pessoa careta e romântica, talvez por amar e receber este amor o tempo todo e ainda assim, nunca me sentir sufocada. Nunca estou só.. Estamos sempre juntos, no trabalho, no supermerdado, nos hospitais da vida, enfim... me sinto abençoada pelo "Cara lá de cima", pois ele me deu de presente um amor verdadeiro e único. Sabe daqueles que é para sempre?!... Pois é. Dia destes quando fiz aniversário, e durante aquela velha musiquinha... "e pra Solange nada...." Taí... realmente não me falta nada... Afirmei como no ano passado e no outro, que meu desejo é de que continue assim, como está. Nada me falta e por isso posso dizer que SOU FELIZ.

Fica aqui! Para os que realmente já amaram e amam uma mulher, meu carinho sincero e, para os que nunca amaram... meu pesar, pois amar já preenche o coração e quando este amor é real e de um homem para uma mulher... é divino!

Beijos

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

VAMOS INVESTIR NA ALMA

Leia abaixo a mensagem do vídeo.

VAMOS INVESTIR NA ALMA



"Durante a nossa vida aprendemos a valorizar coisas que não são fundamentais.
Materialismo, modismo, poder, status, e coisas desse tipo são o que importam na nossa sociedade.
Por isso queremos convocá-lo para uma revolução: Vamos renovar a espécie humanaVamos investir na alma
Resgatar não só a natureza, mas o natural
Vamos vender mais paz, não filtrar as emoções, qualecer a inveja, contabilizar as boas relações, reciclar as relações ruins, reatar as velhas amizades.
Equipe o prazer, trabalhe a perseverança, vença o cansaço. Faça a diferença sem precisar de propaganda, resolva tudo sem alarde, use o marketing da sinceridade, cobre o profissionalismo de todos, inclusive daqueles que você elegeu.
Vamos maximizar a energia, preservar os recursos, tratar a água, pois ela é nossa fonte de vida. E como o ar, também é meio de vida, vamos ser transparentes.
Renove o estoque de sorrisos, canalize os bons pensamentos, use o marketing no amor, abrace mais. Beije seus amores, relembre quanto os ama, e com a mesma força diga não ao racismo, a intolerância, a discriminação.
Seja saudável, inclusive nas atitudes, dê bons exemplos.
Diga a verdade, principalmente às crianças, para que elas cresçam sabendo acreditar. Crie seus filhos como cidadãos do mundo.
Cultive Deus!! E viva na razão da emoção, lutando pela felicidade plena e por um futuro melhor.
E agradeça sempre por estar nesse mundo." (Texto recebido por e-mail sem título e sem autoria)


"Todos nós, mulheres e homens, adultos e jovens, passamos boa parte da vida tendo de optar entre o certo e o errado, entre o bem e o mal. Na verdade, entre o que consideramos bem e o que consideramos mal. Muitas e muitas vezes é na solidão da consciência de cada um de nós, homens e mulheres, pequenos e grandes, que o certo e o errado se enfrentam" (Herbert de Souza)

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

A ARTE DE NÃO ADOECER



Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças
como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a
repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar,
confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O
diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer - "Tome decisão"

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A
indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é
feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder
vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de
doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções"

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a
lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que
lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce
existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa
que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que
está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas
de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a
saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e
pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos
algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que
não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,
destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é
sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie"

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria
liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há
relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer - "Não viva sempre triste"

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida
longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom
humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.
Dr. Dráuzio Varella



SE NÃO QUER ADOECER... arrume um amor, um amor de verdade, que pode ser uma pessoa um gato ou um cachorrinho. Qualquer coisa que te faça feliz. Ser feliz é praticamente uma vacina contra a doença. Se não quer adoecer... ajude alguém, pratique a caridade.
Se não quer adoecer... perdôe!
Se não quer adoecer, cante, faça bolhas de sabão, conte uma história, ouça uma história...
Há muitas maneiras de não adoecer e todas elas estão ligadas a nossa mente, a nossa maneira de agir e pensar. Quem corre pra lá e pra cá, quem ajuda, quem ama, não tem tempo para ficar doente.
Dê atenção a uma pessoa idosa, a uma criança, sinta-se útil e bom e todo o resto parecerá melhor.
Beijos carinhosos e um final de semana cheio de paz.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

CERTEZAS






Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

SUICÍDIO




OMS - 3.000 pessoas por dia cometem suicídio no mundo

Cerca de 3.000 pessoas por dia cometem suicídio no mundo, o que significa que a cada três segundos uma pessoa se mata, divulgou a Organização Mundial de Saúde (OMS).


A agência da ONU disse que as estimativas revelam que para cada pessoa que consegue se suicidar, 20 ou mais tentam sem sucesso. A OMS estima que a maioria dos mais de 1,1 milhão de suicídios a cada ano poderia ser prevista e evitada.

O suicídio é atualmente uma das três principais causas de morte entre os jovens e adultos de 15 a 34 anos, embora a maioria dos casos aconteça entre pessoas de mais de 60 anos.

A organização lembra que cada suicídio ou tentativa provoca uma devastação emocional entre parentes e amigos, causando um impacto que pode perdurar por muitos anos.


O suicida faz com que amigos e parentes se sintam seus assassinos. (Vincent Van Gogh)


Uma notícia triste esta, afinal, como encarar o suicídio? Como fraqueza? Como covardia? Como um ato de loucura ou desespero? Quem pode dizer? Só mesmo quem passa por isso pode dizer o que o levou a um ato tão triste e cheio de conseqüências. A vida é algo tão precioso, que fica difícil entender que alguém queira dela se desfazer. Poucos pensam que a vida é uma coisa emprestada assim como tudo o que temos. E, como tudo o que pegamos emprestado, devemos devolver em perfeitas condições. Com que cara chegar do outro lado e diante do criador dizer que não se tem pra devolver o que nos foi emprestado?

Pensa bem... você empresta uma jóia a uma amiga e ela chega e diz... Eu não gostava dela... dei fim. Joguei fora... Nós, simples mortais, talvez ficássemos furiosos, mas ainda assim decepcionados e chateados pela falta de respeito... E Deus? O que será que sente quando alguém faz isso?

Sem contar que, o que a princípio parece uma solução, termina se transformando num problema imenso para todos, inclusive para quem praticou o ato.

Não sou ninguém pra falar o que penso a respeito, mas cheguei a conclusão de que o suicídio é uma ato de egoísmo. Egoísmo sim. Porque quem faz isso não pensa nas pessoas que ama, em quem por elas tem respeito e amor. Quer acabar com o SEU sofrimento, mas não pensa que causará sofrimento a muitos outros.


De qualquer forma, precisamos nos ligar mais a Deus e só assim, atos como esses deixarão de ser vistos como normais. Como se diz, mesmo a vida estando muito difícil, o fardo nunca é maior do que o que podemos carregar. E, quando ele ficar pesado demais, com toda a certeza do mundo, se pedirmos ao Pai, ele nos dará uma forcinha e talvez até carregue o fardo por um tempo para que possamos descansar e continuar a caminhada. Nada de esmorecer, de desanimar. Todos temos uma missão e ela deve ser cumprida até o fim.

Que Deus esteja no coração de cada um de nós e nos dê ânimo para concluir o que nos comprometemos a fazer.

Beijos e uma semana abençoada a todos.
 
Google Analytics Alternative