
sexta-feira, 21 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
CANÇÃO DE OUTONO

O outono toca realejo
No pátio da minha vida.
Velha canção, sempre a mesma,
Sob a vidraça descida...
Tristeza? Encanto? Desejo?
Como é possível sabê-lo?
Um gozo incerto e dorido
de carícia a contrapelo...
Partir, ó alma, que dizes?
Colhe as horas, em suma...
mas os caminhos do Outono
Vão dar em parte alguma!
(Mário Quintana)
COLOQUEMO-NOS NO LUGAR DE DEUS...

É uma típica tarde de sexta-feira e você está dirigindo em direção a tua casa. Começa a sintonizar o rádio... O noticiário está falando de coisas de pouca importância. Numa cidadezinha distante morreram três pessoas de uma gripe até então, totalmente desconhecida. Você não dá muita atenção ao tal acontecimento. Na segunda-feira quando acorda, escutas que já não são 3, mas 30.000, as pessoas mortas pela tal gripe, nas colinas remotas da Índia. Um grupo do Controle de Doenças dos EUA, foi investigar o caso.
Na terça-feira, já é a notícia mais importante, ocupando a primeira página de todos os jornais, porque já não é só na Índia, mas também no Paquistão, Irã e Afeganistão. Enfim, a notícia se espalha pelo mundo. Estão chamando a doença de "La Influenza Misteriosa" e todos se perguntam: "Que faremos para controlá-la?".
Então, uma notícia surpreende a todos. Europa fecha suas fronteiras. França não recebe mais vôos da Índia nem de outros países dos quais se tenham comentado de casos da tal doença. Você está ligado em todos os meios de comunicação, para manter-se informado da situação e de repente ouve que uma mulher declarou que num dos hospitais da França, um homem está morrendo pela tal "Influenza Misteriosa". Começa o pânico na Europa. As informações dizem que quando se contrai o vírus, é questão de uma semana e nem percebe. Em seguida passa 4 dias de sintomas horríveis e morte.
A Inglaterra também fecha suas fronteiras, mas já é tarde. No dia seguinte o presidente dos EUA fecha também suas fronteiras para Europa e Ásia, para evitar a entrada do vírus no país, até que encontrem a cura. No dia seguinte, as pessoas começam a se reunir nas igrejas em oração pela descoberta da cura, quando de repente, entra alguém na igreja aos gritos: -- Liguem o rádio! Liguem o rádio! Duas mulheres morreram em Nova York!!!
Em questão de horas, parece que a coisa invadiu o mundo inteiro. Os cientistas continuam trabalhando na descoberta de um antídoto, mas nada funciona. De repente, vem a notícia esperada: conseguiram decifrar código de DNA do vírus. É possível fabricar o antídoto! É preciso, para isso, conseguir sangue de alguém que não tenha sido infectado pelo vírus.
Corre por todo o mundo a notícia de que as pessoas devem ir aos hospitais fazer análise de seu sangue e doar para a fabricação do antídoto. E você corre para doar como voluntário junto com toda tua família, e mais alguns vizinhos, perguntando-se, o que acontecerá. Será este o final do mundo?
De repente o médico sai gritando um nome, e é o nome do menor de seus filhos, e ele está do teu lado, se agarra na tua jaqueta e te diz: - Pai? Esse é meu nome! E antes que possam raciocinar, estão levando teu filho e você grita: - Esperem!
E eles respondem: - Tudo está bem! O sangue dele está limpo, é sangue puro. Achamos que ele tem o sangue que precisamos para o antídoto. Depois de 5 longos minutos, saem os médicos chorando e rindo ao mesmo tempo. E é a primeira vez que vês alguém rindo em uma semana. O médico mais velho se aproxima a ti e diz: - Obrigado senhor! O sangue de seu filho é perfeito, está limpo e puro, o antídoto finalmente poderá ser fabricado.
A notícia se espalha por todos os lados. As pessoas estão rindo de felicidade. Nisso, o médico aproxima-se e diz: - Podemos falar um momento? Não sabíamos que o doador seria uma criança e precisamos que o senhor assine uma autorização para usarmos o sangue de seu filho. Quando estás lendo, percebe que não colocaram a quantidade de sangue que vão usar e pergunta: - Qual a quantidade de sangue que vão usar? O sorriso do médico desaparece e ele responde: - Não pensávamos que fosse uma criança. Não estávamos preparados. Precisamos de todo o sangue de seu filho. Não pode acreditar no que ouve e contesta: - Mas... mas... O médico insiste: - O senhor não compreende? Estamos falando da cura para o mundo inteiro!!! Por favor assine! Nós precisamos de todo o sangue. Você começa a assinar, perguntando: - Então vão fazer-lhe uma transfusão? E vem a resposta: - Se tivéssemos sangue puro, poderíamos. Termine de assinar! Por favor, assine! Em silêncio, e sem ao menos poder sentir o papel e a caneta, você o entrega ao médico. Te perguntam: - Você quer ver teu filho? Te levam na direção da sala de emergência onde se encontra teu filho sentado na cama, dizendo: - Papai? O que está acontecendo? Você segura na mão dele e diz: - Filho, eu te amo muito e jamais permitiria que te acontecesse algo que não fosse necessário, você está me entendendo? O médico regressa e diz: - Sinto muito senhor, precisamos começar, gente do mundo inteiro está morrendo, saia por favor... Pode dar as costas ao teu filho e deixá-lo aqui?
Enquanto teu filho diz: - Papai? Por que você está me abandonando? E na semana seguinte, quando fazem uma cerimônia para honrar o teu filho, algumas pessoas ficam em casa dormindo, outras não vem porque preferem fazer um passeio ou assistir um jogo de futebol na TV, e outras vem com um sorriso falso, como se realmente não estivessem se importando. Com o coração explodindo, você tem vontade de gritar: "Meu filho morreu por vocês!!! Salvou vocês da morte com seu sangue!!! Não se importam com isso?"
Talvez isso é o que DEUS quer dizer:"Meu Filho Morreu por Vocês!!! Não sabem o quanto vos amo!!"
'Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito para que, todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. Jo 3.16'
segunda-feira, 17 de março de 2008
DESEMBARQUE EM ESTAÇÃO DESCONHECIDA

Já ouvi dizer que a vida pode ser comparada a uma viagem de trem...
Uma comparação extremamente interessante, quando bem interpretada. Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros. Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que, julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco: nossos pais. Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituível....
Mas isso não impede que, durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser super especiais para nós, embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos. Muitas pessoas tomam esse trem, apenas a passeio, outros encontrarão essa viagem somente tristezas, ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém nem sequer percebe.
Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos; portanto, somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante a viagem, atravessemos, com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles.... só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando aquele lugar. Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas...porém, jamais, retornos.
Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando, sempre, que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isso, porque nós também fraquejaremos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá. O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.
Eu fico pensando, se, quando descer desse trem, sentirei saudades.... acredito que sim, me separar de alguns amigos que fiz nele, será, no mínimo dolorido. Deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos, com certeza será muito triste, mas me agarro na esperança que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram..... e o que vai me deixar feliz, será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.
Amigos, façamos com que a nossa estada, nesse trem, seja tranquila, que tenha valido à pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem.
Hoje, desembarcou um amigo querido. Ele resolveu descer algumas estações antes da parada final. Talvez estivesse cansado da viagem, ou tenha achado que poderia encontrar a felicidade num destino desconhecido. Sua nova vida será difícil, sua adaptação talvez lhe traga dor, mas... continuo nesta viagem, sentindo saudades dele e torcendo para que encontre um dia a paz e a felicidade. Até um dia...
Beijos e saudades.
DESPEDIDA

