Relendo seu comentário, posso saber o que você sente quando diz amar ao espiritismo e à religião católica, pois venho de uma família totalmente católica apostólica romana. Assim como você também fui discriminada entre alguns amigos e entre pessoas da minha família. Amo meus pais e sei que eles me amam, mas também sei que eles se sentem profundamente infelizes por terem uma filha que acredita nesta religião, que para muitos, é “coisa do diabo”.Comecei a frequentar um centro quando ainda tinha 14 (foi minha primeira vez) e foi lá que encontrei respostas a muitas perguntas que ninguém ousava responder, dizendo que a bíblia não era para ser questionada.
Sempre vi seres que não estavam entre nós e isso chegou ao ponto da minha mãe me levar a um psiquiatra na cidade de São Paulo, por achar que eu era maluca. A partir daí, preferi não comentar mais sobre estas experiências com os mortos.
Depois de já adulta, assumi que era espírita sem me preocupar muito com o que minha família ia dizer ou meus amigos e pensei que, se me amavam de verdade, me aceitariam como sou, sem imposições. Foi difícil e ainda é ouvir coisas sobre o espiritismo, quando quem fala, nunca ao menos se preocupou em saber do que se trata.
Frequentando um centro, fui colocada na mesa de trabalhos onde disseram que eu tinha mediunidade. Disso eu sabia, pois via e ouvia e conversava com os espíritos e isto nunca me incomodou. Meu marido também é espírita, o que ajuda muito e me deixa mais tranqüila. Um dia ele me disse que deveríamos fazer alguma coisa para divulgar o que acreditamos. Fizemos um blog, com a intenção era ajudar as pessoas dando-lhes conforto, amenizando-lhes as dores de uma perda e nada mais.
Eu nunca quis ser polêmica, só queria poder ser eu mesma. Mas também não queria ser vista como o leite azedo da sociedade, a erva daninha, como o próprio Papa já afirmou...
Estou escrevendo tudo isto, para que você entenda que posso dizer o que você sente, e como se sente, pois faz mal não poder expressar o que sentimos. E mais mal ainda, quando não somos bem vistos só porque acreditamos ou vemos as coisas de maneira diferente. Isto se chama preconceito e todo preconceito machuca.
Sinto também quando minha mãe me diz que meu pai reza todas as noites para que eu volte para a Igreja Católica, como se eu fosse direto para o inferno caso isto não aconteça. Sei que ele acredita no inferno e sei que ele não quer que eu vá para lá porque me ama, mas o que eu posso fazer? Ir para a igreja contra a minha vontade apenas para agradá-lo? Já tentei, mas não me sinto bem fazendo isto e ele sabe que não vou deixar de acreditar no espiritismo...
Uma única vez discutimos feio, eu e meu pai sobre religião e no final, não acrescentou nada, nem a mim, nem a ele.
Resolvi, então, não mais falar sobre religião e fazer de conta que esta diferença não existe. Ele deve pensar assim também, uma vez que não tocou mais no assunto.
Tenho uma única irmã, que teve um bebê neste ano e quer muito que batizemos seu filho. Eu gostaria muito, pois o amo muito também e já tinha sido avisada de sua vinda antes mesmo que ela engravidasse. Sinto que temos muito de outra vida. Você entenderia se visse como ele é apegado a mim. Quase todos da família dizem que ele parece gostar mais de mim do que dela. Mas não posso batizá-lo, a igreja proibiu. Minha mãe foi pedir para o padre e ele disse não. Que são normas da igreja...
Não vou deixar de amar meu sobrinho porque não posso batizá-lo, mas sinto sofrer este preconceito porque meu sobrinho não tem nada a ver com a minha religião e vai ter outra madrinha porque a igreja não quer que a madrinha dele tenha uma religião diferente e, não só diferente, mas como eles mesmo afirmam, uma religião do mal.
É isso... Agradeço muito por ter deixado seu comentário no meu Blog, retirei como você me pediu e, de coração, desejo a você toda a paz do mundo. Desejo que você seja feliz independente da religião que você tem.
Agradeço pelas palavras e por entender que não importa a religião que temos, mas que somos filho de um único Deus e que somos todos irmãos, querendo as pessoas ou não. Ah! Se ficar curioso e quiser dar uma olhada no nosso outro blog, fique à vontade. O nome é http://www.partidaechegada.com/ .
Sempre vi seres que não estavam entre nós e isso chegou ao ponto da minha mãe me levar a um psiquiatra na cidade de São Paulo, por achar que eu era maluca. A partir daí, preferi não comentar mais sobre estas experiências com os mortos.
Depois de já adulta, assumi que era espírita sem me preocupar muito com o que minha família ia dizer ou meus amigos e pensei que, se me amavam de verdade, me aceitariam como sou, sem imposições. Foi difícil e ainda é ouvir coisas sobre o espiritismo, quando quem fala, nunca ao menos se preocupou em saber do que se trata.
Frequentando um centro, fui colocada na mesa de trabalhos onde disseram que eu tinha mediunidade. Disso eu sabia, pois via e ouvia e conversava com os espíritos e isto nunca me incomodou. Meu marido também é espírita, o que ajuda muito e me deixa mais tranqüila. Um dia ele me disse que deveríamos fazer alguma coisa para divulgar o que acreditamos. Fizemos um blog, com a intenção era ajudar as pessoas dando-lhes conforto, amenizando-lhes as dores de uma perda e nada mais.
Eu nunca quis ser polêmica, só queria poder ser eu mesma. Mas também não queria ser vista como o leite azedo da sociedade, a erva daninha, como o próprio Papa já afirmou...
Estou escrevendo tudo isto, para que você entenda que posso dizer o que você sente, e como se sente, pois faz mal não poder expressar o que sentimos. E mais mal ainda, quando não somos bem vistos só porque acreditamos ou vemos as coisas de maneira diferente. Isto se chama preconceito e todo preconceito machuca.
Sinto também quando minha mãe me diz que meu pai reza todas as noites para que eu volte para a Igreja Católica, como se eu fosse direto para o inferno caso isto não aconteça. Sei que ele acredita no inferno e sei que ele não quer que eu vá para lá porque me ama, mas o que eu posso fazer? Ir para a igreja contra a minha vontade apenas para agradá-lo? Já tentei, mas não me sinto bem fazendo isto e ele sabe que não vou deixar de acreditar no espiritismo...
Uma única vez discutimos feio, eu e meu pai sobre religião e no final, não acrescentou nada, nem a mim, nem a ele.
Resolvi, então, não mais falar sobre religião e fazer de conta que esta diferença não existe. Ele deve pensar assim também, uma vez que não tocou mais no assunto.
Tenho uma única irmã, que teve um bebê neste ano e quer muito que batizemos seu filho. Eu gostaria muito, pois o amo muito também e já tinha sido avisada de sua vinda antes mesmo que ela engravidasse. Sinto que temos muito de outra vida. Você entenderia se visse como ele é apegado a mim. Quase todos da família dizem que ele parece gostar mais de mim do que dela. Mas não posso batizá-lo, a igreja proibiu. Minha mãe foi pedir para o padre e ele disse não. Que são normas da igreja...
Não vou deixar de amar meu sobrinho porque não posso batizá-lo, mas sinto sofrer este preconceito porque meu sobrinho não tem nada a ver com a minha religião e vai ter outra madrinha porque a igreja não quer que a madrinha dele tenha uma religião diferente e, não só diferente, mas como eles mesmo afirmam, uma religião do mal.
É isso... Agradeço muito por ter deixado seu comentário no meu Blog, retirei como você me pediu e, de coração, desejo a você toda a paz do mundo. Desejo que você seja feliz independente da religião que você tem.
Agradeço pelas palavras e por entender que não importa a religião que temos, mas que somos filho de um único Deus e que somos todos irmãos, querendo as pessoas ou não. Ah! Se ficar curioso e quiser dar uma olhada no nosso outro blog, fique à vontade. O nome é http://www.partidaechegada.com/ .
Resposta a um comentário deixado na postagem Oração de renúncia ao espiritismo
(o comentário foi retirado a pedido do autor)
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