quinta-feira, 25 de outubro de 2007

SE EU MORRER ANTES DE VOCÊ...


Se eu morrer antes de você, faça-me um favor.
Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me.
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo. Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles.
Se sentir saudade e desejar orar por mim, pode fazê-lo. Eu talvez precise de oração. Se quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase:
- "Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis para Deus!"
Aí, então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu.
Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele.
Você acredita nessas coisas?
Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu... "Ser seu amigo já é um pedaço dele..
( "Amizade talvez seja isso" )

- (Chico Xavier)-

ROMARIA



É de sonho e de pó
O destino de um só
Feito eu perdido
Em pensamentos
Sobre o meu cavalo...
É de laço e de nó
De jibeira o jiló
Dessa vida
Cumprida a só..
Sou caipira, pirapora, Nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida...
O meu pai foi peão
Minha mãe solidão
Meus irmãos
Perderam-se na vida
À custa de aventuras...
Descasei, joguei
Investi, desisti
Se há sorte
Eu não sei, nunca vi...
Me disseram, porém
Que eu viesse aqui
Prá pedir de
Romaria e prece
Paz nos desaventos...
Como eu não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar
Meu olhar...
Sou caipira, Pirapora, Nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida...
Sou caipira, Pirapora, NossaSenhora de Aparecida...

Composição: Renato Teixeira

A JANELA



Certa vez, dois homens que, seriamente doentes, estavam na mesma enfermaria de um grande hospital. O cômodo era bastante pequeno, e nele havia uma janela que dava para o mundo. Um dos homens tinha, como parte do seu tratamento, permissão para sentar-se na cama por uma hora durante as tardes (algo que ver com a drenagem de fluido de seus pulmões).
Sua cama ficava perto da janela. O outro, contudo, tinha de passar todo o seu tempo deitado de barriga para cima.
Todas as tardes, quando o homem cuja cama ficava perto da janela era colocado em posição sentada, ele passava o tempo descrevendo o que via lá fora. A janela aparentemente dava para um parque onde havia um lago.
Havia patos e cisnes no lago, e as crianças iam atirar-lhes Po e colocar na água barcos de brinquedo. Jovens namorados caminhavam de mãos dadas entre as arvores, e havia flores, gramados e jogos de bola. E ao fundo, por trás da fileira de arvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade.
O homem deitado ouvia o sentado descrever tudo isso, apreciando todos os minutos. Ouviu sobre como uma criança quase caiu no lago, e sobre como as garotas estavam bonitas em seus vestidos de verão.
As descrições do seu amigo eventualmente o fizeram sentir que quase podia ver o que estava acontecendo lá fora...
Então, em uma bela tarde, ocorreu-lhe um pensamento: Por que o homem que ficava perto da janela deveria ter todo o prazer de ver o que estava acontecendo? Por que ele não podia ter essa chance?
Sentiu-se envergonhado, mas quanto mais tentava não pensar assim, mais queria uma mudança. Faria qualquer coisa!
Numa noite, enquanto olhava para o teto, o outro homem subitamente acordou tossindo e sufocando, suas mãos procurando o botão que faria a enfermeira vir correndo. Mas ele o observou sem se mover... mesmo quando o som de respiração parou.
De manhã, a enfermeira encontrou o outro homem morto, e silenciosamente levou embora o seu corpo.
Logo que pareceu apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado na cama perto da janela. Então colocaram-no lá, aconchegaram-no sob as cobertas e fizeram com que se sentisse bastante confortável.
No minuto em que saíram, ele apoiou-se sobre um cotovelo, com dificuldade e sentindo muita dor, e olhou para fora da janela. Viu apenas um muro...
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto, lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. "Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...".
"E a vida é, sempre foi e será aquilo que nos a tornamos."
(Autor Desconhecido)

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

TARDE DEMAIS...



O telefone toca e...
ele: Pronto!
ela: Olá !
ele: Quem fala?
ela: Sou eu, a felicidade iludida.
ele: O que é que queres
ela: Dizer-te que te amo.
ele: OUTRA VEZ? Eu já ouvi isso 15 vezes. Não te cansas?
ela: Quem ama não cansa...
ele: Mas eu canso... Eu não te amo!
ela: O que?
ele: Isso mesmo, eu iludo e por isso me chamo ilusão de amor. Tu sabias que era só amizade, nada mais!
ela: Claro que não. Disseste-me tantas coisas... E ainda me beijas-te!
ele: Beijai-te? Aquilo nem foram beijos...
ela: Não? Então o que foram?
ele: Ok... Foram beijos mas sem significado.
ela: Ah e um beijo sem significado deixa de ser beijo?
ele: Não.
ela: Quer dizer, eu não significo nada para ti?
ele: Significas...
ela: O que?
ele: uma grande conta de telefone no final do mês . Agora vou desligar.
ela: Não, não, por favor!
ele: Queres parar com isso? ESTOU FARTO!
ela: Não, por favor, não desligues.
ele: ?
ela: Fala comigo...
ele: ?
ela: Por amor de Deus, diz que me amas!
ele: OUVE... eu já estou farto de ti. Agora vê se me esqueces.
ela: Eu prefiro morrer do que esquecer-te.
ele: Ai sim? então trata-te!
(Ele desliga o telefone)
ela: Não, por favor... Não faças isso, eu amo-te.
ALGUNS DIAS DEPOIS ...
- Do que morreu esta rapariga? - perguntam.
- De intoxicação - responde a enfermeira.
- Coitada... ela tinha algum problema? - perguntaram.
- Sim, sofria de amor... - responde a enfermeira.
e então, no dia do funeral o rapaz de quem a rapariga gostava apareceu no local prestando a sua última homenagem e lançou-lhe uma rosa vermelha e disse baixinho:
- Amo-te!
Ela lá em cima a ver tudo, respondeu bem alto:
- Tarde de mais!

ROMPANTES



A vida moderna caracteriza-se pela pressa.
Os recursos tecnológicos permitem que pessoas distantes troquem mensagens de forma instantânea.
A internet viabiliza a circulação de informações com rapidez vertiginosa.
Se algo relevante acontece em determinado país, em instantes isso pode ser levado ao conhecimento dos habitantes do outro lado do globo.
O dinheiro circula com grande desenvoltura pelas bolsas de valores de todo o planeta.
No jargão empresarial, tempo é dinheiro.
Decisões importantes freqüentemente têm de ser tomadas com prontidão e presteza.
Essa pressa já contamina as relações pessoais.
Relacionamentos começam e terminam em uma velocidade impensável há algum tempo atrás.
As pessoas se permitem intimidades tão logo se conhecem.
Mas igualmente têm pressa em seguir adiante, ao menor sinal de incompatibilidade.
Isso logra banalizar, de certo modo, o contato humano.
A agilidade que tudo impulsiona tende a fazer com que se tome pouco cuidado no lidar com o semelhante.
Esquece-se de que ele não é uma aplicação financeira ou um negócio a ser finalizado.
Nessa urgência de viver intensamente, as pessoas esquecem algumas regras básicas de educação.
Tornam-se quase desumanas, no afã de rapidamente partir para uma próxima etapa, mesmo sem atinar com o que vem a seguir.
À míngua de calma, vive-se na base de rompantes.
Sem muito refletir, as pessoas falam e agem.
Nesse processo, freqüentemente ferem os que as rodeiam.
Mas não se preocupam com isso, de acordo com uma nova e rasa perspectiva de vida.
Se confrontadas, afirmam-se apenas sinceras.
Reputam como virtude o hábito de dizer o que pensam, sem se preocupar com os sentimentos alheios.
Contudo, ninguém aprecia ser tratado com rudeza.
Mesmo quem age rudemente não gosta de receber pontapés.
Segundo um antigo provérbio, a verdade é como uma jóia preciosa.
Se uma jóia for atirada com violência na face de alguém, provocará ferimentos ou até cegueira.
Mas se for oferecida em um belo embrulho, de forma gentil, agradará bastante.
Então, é preciso cuidado com a forma como a verdade é aplicada na vida do próximo.
Uma verdade feroz apenas gera ferimentos e animosidade.
Mas se ela for apresentada com tato e gentileza, há grande chance de ser bem aceita.
Contudo, para ser gentil é necessário gastar algum tempo.
A gentileza é incompatível com rompantes.
Para não ser causa de sofrimentos e mágoas, reflita antes de falar e agir.
Lembre que ação gera reação.
O tratamento que você concede aos outros mais tarde lhe será concedido.
Deixe a rapidez e a pressa para questões objetivas, como negócios e notícias.
Em suas relações, seja calmo e ponderado.
Quem reage ao primeiro impulso, tem grandes chances de se arrepender.
O hábito de formular juízo de valor com rapidez implica, não raro, condenar sem permitir defesa.
Essa é uma atitude típica de déspotas, que sempre acabam sós.
Relações amorosas ou fraternas não se consolidam sem dedicação e cuidado.
Em clima de rudeza e insensibilidade, elas fenecem.
Tempo pode ser dinheiro, como habitualmente se afirma.
Mas a fortuna é uma compensação muito insignificante para a falta de amores e amigos.

Pense nisso.
(Redação do Momento Espírita)

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

O TESTAMENTO DE UM CÃO



Minhas posses materiais são poucas e eu deixo tudo para você...
Uma coleira mastigada em uma das extremidades, faltando dois botões, uma desajeitada cama de cachorro e
uma vasilha de água que se encontra rachada na borda.
Deixo para você a metade de uma bola de borracha, uma boneca rasgada que você vai encontrar debaixo da geladeira,
um ratinho de borracha sem apito que está debaixo do fogão da cozinha e uma porção de ossos enterrados no
canteiro de rosas e sob o assoalho da minha casinha.
Além disso, eu deixo para você a memória, que aliás são muitas.
Deixo para você a memória de dois enormes e meigos olhos, marrons, de uma caudinha curta e espetada,
de um nariz molhado e de choradeira atrás da porta.
Deixo para você uma mancha no tapete da sala de estar junto à janela, quando nas tardes de inverno eu me
apropriava daquele lugar, como se fosse meu, e me enrolava feito uma bolinha para pegar um pouco de sol.
Deixo para você um tapete esfarrapado em frente de sua cadeira preferida, o qual nunca foi consertado com o tipo
de linha certo.... isso é verdade. Eu o mastiguei todinho, quando ainda tinha cinco meses de idade, lembra-se?
Deixo para você um esconderijo que fiz no jardim debaixo dos arbustos perto da varanda da frente, onde eu
encontrava asilo durante aqueles dias de verão. le deve estar cheio de folhas agora e por isso talvez você tenha
dificuldades em encontrá-lo. Sinto muito!
Deixo também só para você, o barulho que eu fazia ao sair correndo sobre as folhas de outono, quando passeávamos pelo
bosque. Deixo ainda, a lembrança de momentos pelas manhãs, quando saíamos junto pelamargem do riacho, e você me
dava aqueles biscoitos de baunilha. Recordo-me das suas risadas, porque eu não consegui alcançar aquele coelho
impertinente.
Deixo-lhe como herança minha devoção, minha simpatia, meu apoio quando as coisas não iam bem, meus latidos
quando você levantava a voz aborrecido... e minha frustração por você ter ralhado comigo.Eu nunca fui à igreja e nunca
escutei um sermão. No entanto, mesmo sem haver falado sequer uma palavra em toda a minha vida, deixo para você o
exemplo de paciência, amor e compreensão.
Sua vida tem sido mais alegre, pois eu estive ao seu lado!
Autor: Frank Reichstein

CONSTRUINDO PONTES



Dois irmãos, que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado.
Mas agora tudo havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem na sua porta. Ao abri-la, notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro na mão.
- Estou procurando trabalho, disse ele. Talvez você tenha algum serviço para mim.
- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho. Na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois a use para construir uma cerca bem alta.
- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro. Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez da cerca, uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens do riacho. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:
- Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo de que lhe contei.
Mas as surpresas não pararam aí. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos. Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio. Mas, de repente, num só impulso, correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte. O carpinteiro que fez o trabalho partiu com sua caixa de ferramentas.
- Espere, fique conosco!
E o carpinteiro respondeu:
- Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...
(Autor Desconhecido)
 
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