terça-feira, 23 de novembro de 2010

AO MORTO, TODAS AS HONRAS... E NENHUMA ATENÇÃO

Velório é uma cerimônia fúnebre em que o caixão do falecido é posto em exposição pública para permitir que parentes, amigos e outros interessados possam honrar a memória do defunto antes do sepultamento.

Foi isto o que encontrei quando procurei a definição da palavra Velório.
Honrar a memória inclui contar piadas e fazer fofocas?

Não sou adepta de certas formalidades, de certas obrigações sociais. Pelo contrário, fujo delas sempre que posso e quanto a ir a um velório, sempre pude, até três dias atrás.

Não tenho nada contra, nem medo, nem nada, só acho besteira esse encontro que poderia ter acontecido quando ainda todos estavam vivos e bem.
Como dizem, fiquei passada.

Era noite, me preparei para a cerimônia, já pronta pra chegar no local e rezar pelo morto, afinal, nunca participei ativamente de um velório, mas em minha cabeça, quando se vai lá, dever-se-ia fazer preces e silêncio.

Qual não foi minha surpresa quando ao chegar, fui recebida com certa alegria. Ninguém chorava, ninguém rezava, ninguém velava o morto.
O conversê era geral.

Ocupei um lugar próximo à viúva, pois me pareceu mais oportuno e menos barulhento. Ledo engano. A conversa também corria solta e o que é pior, com cheiro de cana.

Num dado momento, a conversa se voltou pro meu lado e pro lado do meu marido. Uma senhora, que não posso dizer distinta, puxou uma conversa com meu marido e, eu que me encontrava desafortunadamente entre eles, recebi todo o bafo de cachaça possível numa madrugada fúnebre.

Um outro interessado, que se sentava do outro lado da sala, passava pelo mesmo infortúnio. Pois ele tentava prestar atenção na conversa do marido desta senhora não tão distinta assim, mas que parecia ter entornado mais que a própria.

Meu estômago revirava, afinal, quatro da manhã e eu não tinha me preparado pra esta tragédia. Arrumei uma desculpa e deixei meu marido a sós com a tal senhora. Fui respirar um pouco e me sentei perto de outros membros da família.

E parentes continuam chegando.
Resolvi tentar entender aquele circo.

Chega uma moça, que não reconhece seu primo e passa sem ao menos dizer boa noite. Apenas balançou a cabeça com um sorriso amarelo. Seu irmão, que parecia mais antenado, cumprimentou a todos os que conhecia e aos que não tinha muita certeza de conhecer. Mas, cumpriu o protocolo da boa educação.

E entra outro primo que também cumprimenta um, pula outro e assim vai, cumprimentando que lhe desse na telha.

Eu ali era um peixe fora d’água. As vezes que tentei fazer uma oração, fui interrompida com alguma gracinha ou piada. E o pior... tinha de rir, pois eram procedentes de membros da família do morto.

E as horas passavam, numa velocidade de tartaruga.

As piadas não acabavamm e quando percebi, já eram contadas por alguém que se colocou ao lado do caixão, numa distância aproximada do ouvido do morto, de 30 cm.

No local havia uma capela, com as portas fechadas. Afinal, já tinha dado pra perceber que se estivesse aberta, provavelmente, ninguém entraria ali, afinal, uma capela pede silêncio.

Ouvi da viúva que agora poderia passear e aproveitar mais a vida.
Nisso o dia já dava sinais de vida e o casal da cana, que eu nem vi sair, já voltava e ele conseguiu um bar aberto e voltava totalmente alegre e retumbante. Outros reclamavam do café, que estava muito doce.

A prima que não reconheceu o primo, volta e se desculpa. Aproveita depois pra ficar por perto e rindo muito. A mãe dela diz que a filha quando fica nevosa ri sem parar. Nervosa com que? Porque perdeu o tio? Nem ao menos reconheceu o primo, meu Deus!

Fui respirar em casa, tomar um café e voltar pro tal velório, que, no retorno, já estava bem mais divertido e interessante. Aí já se via crianças (acho um extremo mal gosto levar crianças e estes eventos) correndo e colocando moedas na máquina de refrigerantes e de salgadinhos.

Nenhuma prece, nenhum choro... NADA. Nada que indicasse que alguém estava ali pra homenagear o morto ou honrar sua memória.

Chegam outros primos, que preferiram dormir um pouco mais, afinal, num domingo, levantar cedo ou passar a noite ali, ninguém merece...

E mais uma prima que não cumprimenta ninguém. E um primo estranho, com cara de sono, que mais parecia ter saído de um filme de terror.
O riso já não era contido.

E eu, que tinha um conceito formado sobre um velório, vi que preciso me inteirar mais dessas reuniões, afinal, poderia esta pagando um mico por achar que ali fosse um lugar sério e que o silêncio, o respeito e a prece fossem necessários.
Que triste!

Quanta pobreza de espírito!
Enfim, pouco antes do sepultamento, um Senhor tomou a frente e resolveu fazer uma oração.

Aí, corre daqui, corre de lá, juntam-se filhos, netos e afins para participarem do ato solene. Juntam-se todos em volta do caixão e, finalmente, a viúva deixa cair alguma lágrimas.

Tudo acabado.
Segue-se até o cemitério, também chamado de “a última morada” por alguns. Enterra-se o corpo com certa pressa, afinal, um sol dos infernos queimava os miolos já amolecidos dos que ali se encontravam, loucos pra que tudo terminasse e, finalmente, irem pra casa aproveitar o almoço e a tarde de um típico domingo de primavera com cara de verão.

Conclusão?
Acho que peguei o bonde errado.
Acho que entendi a frase de uma música do Silvio Brito... “PAREM O MUNDO QUE EU QUERO DESCER”!!!

E foi assim.

Ah! Uma das pessoas que nem ao menos percebeu a minha presença, que passou por mim como se eu não existisse, no outro dia me pediu pra adicioná-la no Orkut...

Pelo tanto que escrevi, talvez poucas pessoas tenham paciência para chegar até o fim.

As poucas que conseguirem, vão se perguntar o porquê desta postagem.
Só posso dizer que foi mais uma experiência que mostrou que o ser humano está muito longe do aceitável e que, como dizia o personagem Gilmar da novela "Escrito nas Estrelas": Humanidade Podre!

Beijinhos.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

CARTA A UM FIEL CATÓLICO


Bom dia, Assuires

Não sei porque você me mandou este e-mail, mas, de boa vontade, assisti ao vídeo  (abaixo) para tirar as minhas conclusões.

O sacerdote (Padre José Augusto) diz, em dado momento, que se ordenou pra servir a Deus e não aos homens. Pois bem, só por este motivo, ele já deveria se manter fora de problemas políticos e se ater mais aos problemas religiosos.

Ele diz também, que não tem medo de falar, que podem prender ou matar ou processar... Besteira. Ele não abriria a boca pra tomar partido se morasse num país onde corresse o risco ser preso ou morto. E, caso seja processado, a igreja vai bancar os advogados assim como banca os advogados de padres acusados de pedofilia...

Ele poderia se pronunciar a respeito da pedofilia dentro da igreja, mas, com certeza não o fará... Mas, isto é outro assunto e não me cabe julgar.

Voltando ao vídeo, você vai dizer que o aborto é uma questão religiosa e que não se deveria ser a favor da morte, o que concordo com você. O que não acho correto, é fazer campanha contra este ou aquele candidato dentro da casa de Deus. Acho que estas celebrações deveriam servir para pregar o amor, a paz, a fraternidade e não incitar o ódio por esta ou aquela pessoa.

Se não estou enganada, você respondeu certa vez a uma postagem minha no meu Blog e depois pediu pra retirar o que tinha escrito. E, se ainda estiver certa, era numa postagem onde eu mostrava minha indignação contra uma oração feita pelo Sr. Jonas Adib, que, igualmente, incitava as pessoas contra as outras que não comungam da mesma crença.

Peço agora, que você reflita. Será que você, por sua fé, não está se tornando uma pessoa intransigente e indo contra tudo o que o Cristo pregou?

Ele só pregou o perdão, o amor, a caridade...

Acho que certas instituições estão fugindo dessas premissas e deixando-se levar pelo fanatismo e pela intolerância.

Deixemos cada um pensar e agir da maneira que mais lhe aprouver, afinal, o livre arbítrio está aí pra isso e se estamos errados ou não, prestaremos conta ao supremo criador um dia.

Não deixe que o ódio, a raiva, entre em seu coração e tente aceitar as pessoas como elas são, com seus erros e defeitos, pois Cristo não julgava ninguém e perdoava a todos.

Atenciosamente


Já até imagino o que as pessoas que lêem as minhas postagens vão dizer...rs
Demora pra escrever e quando escreve, ataca alguém.
Já disse várias vezes que, geralmente, o que me leva a postar, são coisas que me deixam indignada ou me aborrecem de alguma forma.

Pois bem... neste caso, recebi este e-mail de alguém que não conheço, que já comentou uma postagem minha e, posteriormente, pediu que retirasse o que ele tinha escrito pra não ter problemas.

Não entendi muito bem, mas atendi o pedido.
Eis que, de repente, ele que não deve ter riscado meu nome do seu caderninho, mandou um e-mail, com o vídeo aqui postado e pedindo que apenas visse, refletisse e tirasse minhas conclusões.
Vi o vídeo, refleti e concluí. E, como não poderia deixar de ser, mandei a ele minhas conclusões.

Refleti tanto, que achei que seria um bom tema para uma postagem e aí está.
Beijos a todos e obrigada pelas visitas

sábado, 19 de junho de 2010

O MESTRE DA VIDA



"Sempre há um idiota que nos julga pelo que fazemos.
As piores críticas normalmente vêm de pessoas que não fazem idéia do que fazemos. Não têm dons próprios... e que ficam irritadas quando estamos felizes... e alegremente nos provocam.

A menos, é claro, que estejamos deixando o mundo mais feio. Então, esse tipo de pessoa vai segurar nossa mão com prazer... E dançar conosco na sarjeta, dizendo que, assim como eles, vemos como aquilo é horrível e se comprazem em comemorar.

Mas qualquer idiota pode ver como as coisas estão feias. Não é preciso ter dom para isso.

Se decidir ser cínico, será uma escolha infeliz. Os cínicos normalmente têm razão.

Os românticos normalmente estão errados. Mas o romântico só precisa estar certo uma vez na vida... Quando escolher seu verdadeiro amor".

*  *  *
O texto acima foi extraído da introdução de um filme que vi recentemente " O Mestre da Vida". A história trata sobre o sonho de um garoto que queria muito ser um pintor. Não um pintor qualquer... E pra isso se aproximou de um mestre que, mais do que ensinar a pintar, ensinou o significado da vida.

Na vida é assim, a gente está sempre aprendendo e não raras são as vezes que pessoas especiais, passam por ela e nos deixam ensinamentos que levamos pra sempre e, mesmo que passe muito tempo, esses ensinamentos sempre são avivados quando nos sentimos inseguros ou preocupados com alguma coisa. Essas pessoas são anjos, enviados por Deus, para nos mostrar que Ele é o centro de tudo e se preocupa com todos como se fôssemos únicos.

Incomoda quando somos felizes à toa, sem ter um motivo.
Nos tacham de loucos ou dizem que pensamos pequeno...rs

Só somos vistos como pessoas "normais", quando vemos o mundo sem cor, como um fardo pesado.

Se nos dizemos românticos, não passamos de bobos e sonhadores.

Quando falamos sobre o amor, parece que falamos uma língua desconhecida, como se não passasse de utopia.
Triste chegar num ponto em que estamos desacreditados de tudo e só temos olhos pro feio, porque é o feio que ilustra nossa vida...

Sou feliz, sou romântica, amo, sou amada, vejo cores em todo lugar, gosto de ser boba e sonhadora, afinal, isso me faz bem pra alma e pro coração.  Encontrei o vedadeiro amor e só por isso me sinto na obrigação de ser feliz e agradecer a Deus o presente da vida.

Sobre Deus, li algo que achei ótimo:

Disse à amendoeira:
"irmão, fala-me de Deus!"
E a amendoeira se cobriu de flores. (Niko Kazantzakis)
 
Acho que não preciso dizer mais nada...

Beijos a todos.

terça-feira, 8 de junho de 2010

O SAPO E O ESCORPIÃO


Estes dias, começando uma nova leitura, me chamou a atenção uma fábula usada pela autora do livro para ilustrar o tema. Muito apropriada, por sinal, e que na busca por respostas a muitas indagações minhas, muita coisa passou a fazer sentido.

Vou transcrevê-la e depois falo um pouco, como não poderia deixar de ser...rs

O Sapo e o Escorpião


Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio.
O escorpião vinha fazer um pedido:
"Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?"
O sapo respondeu: "Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralisado e vou afundar."
Disse o escorpião: "Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos.Eu jamais pagaria o bem com o mal"
Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio.
No meio do rio, o escorpião cravou seu ferrão no sapo.
Atingido pelo veneno, já atingindo a margem do rio e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou: "Por quê? Por quê?"
E o escorpião respondeu: "Por que sou um escorpião e essa é a minha natureza."


Triste, não é?
Imaginem a decepção do sapo...
Ele nada mais fez do que agir com o coração.
Sei muitíssimo bem o que ele sentiu, pois também sinto que fui picada.
Em toda a minha vida, posso dizer que fui picada algumas vezes, mas sempre pelo mesmo escorpião. Não creio que sinta culpa ou remorso, pois já não acredito que esta pessoa seja provida de qualquer tipo de sentimento a não ser o sentimento de se dar bem ou de ser feliz a qualquer preço.
Alguém aí vai dizer...” Você é idiota ou está fazendo curso pra ser uma?! Uma vez não bastava para aprender?”
Pois é... eu sabia que poderia ser picada na primeira vez e tinha certeza de que seria picada nas demais, mas sabe quando você teima em acreditar nas pessoas? Quando você quer crer que ninguém é totalmente mau? Que com o tempo as pessoas podem mudar? Pois é. Mas eu sei, caro leitor, que você que está lendo isso, sabe do que falo... Da mania de achar que o mundo tem jeito, de achar que com carinho as coisas podem mudar, que se você fizer sua parte, talvez consiga amolecer o coração do outro...
Doce ilusão!
Sinto do fundo da minha alma. Com muito pesar, estou convencida de que é bater em ferro frio. E põe frio nisso. Uma frieza incalculável. Chega a doer a frieza daquele a quem você colocou nas costas e ele não tem o menor remorso em te picar, em te ferir e te ver afundar agonizante e indefeso.
É um desabafo?
Sim.
Não seria o caso de dizer isso a quem provocou tanto estrago?
Não.
Até pensava que sim, mas depois de ler o livro "Mentes Perigosas" e  saber que eistem pessoas que são desprovidas de consciência, acho que serviria apenas para levar muitas outras picadas.
Entendi que devemos saber com quem nos relacionamos. Não para fugir destas pessoas, mas para nos prevenir de suas picadas.
Acho que por hoje é só.
Um beijo grande a todos os que me aturam e entendem a minha língua.
Ainda assim, graças a Deus, o mundo tem muito mais gente boa do que ruim e, apesar de estar meio descrente, sei que vou levar ainda muitas outras picadas por acreditar que o bem vence o mal.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A ÚLTIMA BOLACHA DO PACOTE



Bem.....

Como começar?!

Hum... talvez tomando consciência do que realmente a gente é.

Difícil.

Você! É... você aí que está lendo isto, já se pegou achando que é a última bolacha do pacote?Já parou pra pensar no que anda fazendo da vida? Ou pior... já imaginou que pode estar colocando a sua vida nas mãos de outra pessoa?! Por comodismo, por amor (boa desculpa essa...rs), ou simplesmente por ser incompetente (coisa que ninguém, nem sob tortura, admite).

Conversando comigo mesma, me inteirando dos últimos acontecimentos, vejo o quanto a mulher é um bicho tonto...

Fazemos drama com tudo. Aumentamos tudo, fazemos tudo ficar incrivelmente maior do que é.

Não é à toa que mulher não ganha BBB. Já viram os homens, como são focados no jogo, como se respeitam, como não se abalam com nada? E s moçoilas...rs, um fio desencapado, pronto pra entrar em curto a qualquer momento e por qualquer motivo. Resultado coerente... Os homens vencem.

O pior é que quando é com a gente, parece ser muito mais sério. Aquilo que a gente fala pros outros, geralmente não é o que colocamos em prática. Eu sei que devo ser resignada, pessoa boa, amiga, boa ouvinte e blá blá blá. Tento mesmo ser evoluída, mas quando fico com raiva de alguma coisa (feio sentir raiva), aí vejo que estou longe de ser uma boa pessoa, que sou mais uma na multidão e que não sou tão importante quanto penso ou gostaria de ser. E isso é como estar dormindo e levar um balde de água fria na cara. Péssimo!!!!!! Nada confortável quando a gente se acha. Hehehe

Descubro que sou mimada, birrenta e chata só porque as coisas não funcionam como eu quero. (eu sei que é uma vergonha ser assim...), mas, sou uma pessoa como outra qualquer. E vejo que tenho todos os defeitos que reparo nos outros (aff! Que puxa! )

Aí alguém vai perguntar porque esta criatura, dona do blog, está falando tanta besteira assim, se expondo!?..., se abrindo igual mala de mascate...

Simplesmente porque o blog é meu e, o meu dilema atual é este e acho que talvez escrevendo, algum ser de outras paragens possa me dar uma mãozinha, já que tenho a honra de receber orientações além da compreensão de vez em quando. O pior, é que ao mesmo tempo em que tenho a honra destas orientações, na maioria das vezes levo bronca. Aff!

Me vem à mente a frase do admirável Chico Xavier onde ele diz que, embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um Novo Fim.

Que fim?!

Hoje descobri que nem sei onde é o começo...

Estou indignada!!!!!!!!

Percebi que vivo no mundo da lua.

Vou resumir o porquê de tanta indignação....

Porque precisei me virar sozinha de uma hora pra outra e percebi que nem a senha do banco eu sei. Que ÓDIOOOOOOOOOOOOO. Tenho uma vida linda, um marido perfeito, um filho lindo, duas cachorrinhas lindas, pais e até meus avós (sou mesmo abençoada), mas percebi que perdi a minha identidade, que não sei de nada do que acontece em volta de mim porque estou bastante preocupada com as minhas coisas. E eu sei que essa culpa é só MINHA!

Aí, comecei a pensar no sentido das coisas e vejo que estou sendo negligente, que não estou sendo útil nem a mim mesma. Como posso ajudar alguém se fico na dependência de outras pessoas até pra poder viajar de repente?! É, pois como vou viajar de repente se não sei nem a senha do banco?

Triste isso! Só não é mais triste, porque se eu precisar viajar mesmo, tenho um GPS e com ele eu sempre posso contar...rs (apesar de já ter me levado a lugar errado, mas a culpa foi minha pois tinha duas ruas com o mesmo nome na cidade e não atentei ao bairro).

É isso!

Quero deixar registrado aqui este dia em que acordo pra vida e vejo a necessidade de ter uma identidade, de poder caminhar com as MINHAS pernas.

Ah!... E achar que é a última bolacha do pacote pode ser perigoso, pois ela pode estar embolorada e não servir nem pra hora de muita fome.....

NINGUÉM é imprescindível na vida de ninguém - as outras vidas caminham perfeitamente bem sem nós... exceto a nossa própria! Portanto, antes de sermos a última bolacha do pacote dos outros, sejamos a nossa própria bolacha derradeira!!!!!

Beijos aos que por aqui passam e me dispensam um tempinho e aturam os meus dramas.

Uma ótima quinta feira a todos.
 
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