Estive lendo uma reportagem sobre o caso da menina que vinha sendo estuprada pelo padrasto desde os seis anos de idade.
Como não poderia deixar de ser, sempre escrevo quando fico indignada com alguma coisa e, como a única forma de desabafar é através deste meu blog, aí vai mais uma...
Não entendi bem a posição do Sr. Bispo, achei exagerada a leitura que ele faz dos próprios dogmas, das próprias crenças, até que, vendo uma reportagem na TV, estando em férias e, portanto, junto da família, mais especificamente meu pai, que já disse aqui ser Católico Apostólico Romano, ouvi dele que o Bispo estava certíssimo, que a excomunhão das pessoas envolvidas no aborto estava correta. Que ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa.
Eu concordo plenamente com isso (que ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa), pois também sou contra o aborto. Mas, acontece, que o caso é diferente de tudo o que já foi visto. Trata-se de uma menina de nove anos, que ainda não está formada e não tem condições de gerar um filho, muito menos dois. Foi dito pelos médicos, que ela não suportaria esta gravidez e, portanto, o aborto deveria ser realizado.
Eu acho que pensaria diferente se ela tivesse mais idade e em condições de ser mãe, não sei... Não é fácil falar sobre algo que não nos atinge diretamente.
Mas, excomungar o médico, a mãe e todos que estivessem de acordo com o aborto foi muito longe, mesmo para um representante de Deus.
Eu acredito num Deus misericordioso, justo, bom... Será que este meu Deus excomungaria as pessoas assim?!
O pior é que o padrasto da menina, o asqueroso, o monstro que cometeu os estupros por tanto tempo, nada recebeu como punição divina... O Sr. Bispo disse que era só ele se arrepender e fazer uma oração e seria perdoado...
Eu, se estivesse no lugar do médico, faria sim o aborto, afinal, ele se comprometeu quando fez o juramento diante dos colegas e professores no dia da sua formatura que trabalharia sempre para salvas vidas. Deixar que isto fosse adiante, seria a continuação da crueldade sofrida pela garota até então. Ela que já sofreu pelos abusos, teria que esperar a morte por mais alguns meses. Se ela não viesse, teria de ser mãe de duas crianças, tendo apenas nove anos. Quem cuidaria da situação?
O Sr. Bispo?
Com certeza não, pois este nem mesmo soube dizer o nome da menina...
Ela teria condições psicológicas para ser mãe e carregar esta responsabilidade para sempre?
Ok.
Digamos que o Bispo esteja certo e Deus espere isto mesmo de seus representantes...
Será que Ele, Deus, esperava a morte de tantas pessoas em seu nome, como ocorreu na Inquisição, nas chamadas guerras santas promovidas por papas? A pedofilia tão praticada hoje em dia e, na grande maioria das vezes, por representantes Seus???
Ele, o Sr Bispo disse que existem nove pecados que levam à excomunhão automática e dentre eles, “a absolvição por um sacerdote do cúmplice de um pecado da carne”. O que se entende por pedofilia praticada por alguns sacerdotes??? O que pensar quando estes sacerdotes, geralmente, ao invés de serem excomungados, são apenas transferidos de paróquia???
Vou transcrever as palavras de Juliana Linhares ( jornalista que entrevistou o Sr. Bispo para a revista Veja ) : “Ao longo de 2000 anos de história, duas forças, ora conflitantes, ora complementares, moldaram a Igreja Católica: a doutrina do amor e o amor pela doutrina. Dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife, é sem dúvida um homem da segunda força.”
Eu ainda sigo e acredito na primeira força...
Eu ainda, acredito mais no amor d
o que nas leis. Quer sejam religiosas ou não.
Um beijo a todos que se compadeceram do drama sofrido pela menina e por sua mãe.
Que Deus ignore tanta ignorância e não compartilhe da radicalismo do Sr. Bispo e, lance seu olhar de compaixão e amor sobre o médico, a mãe e a garota que já suportou tanta desgraça.
Quanto ao pai... Ele terá tempo de rever suas atitudes. Se não nesta vida, em outra que lhe será concedida para quitação de seus débitos e que pela bondade suprema do criador terá a oportunidade de evoluir e se tornar um espírito melhor.
Como não poderia deixar de ser, sempre escrevo quando fico indignada com alguma coisa e, como a única forma de desabafar é através deste meu blog, aí vai mais uma...
Não entendi bem a posição do Sr. Bispo, achei exagerada a leitura que ele faz dos próprios dogmas, das próprias crenças, até que, vendo uma reportagem na TV, estando em férias e, portanto, junto da família, mais especificamente meu pai, que já disse aqui ser Católico Apostólico Romano, ouvi dele que o Bispo estava certíssimo, que a excomunhão das pessoas envolvidas no aborto estava correta. Que ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa.
Eu concordo plenamente com isso (que ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa), pois também sou contra o aborto. Mas, acontece, que o caso é diferente de tudo o que já foi visto. Trata-se de uma menina de nove anos, que ainda não está formada e não tem condições de gerar um filho, muito menos dois. Foi dito pelos médicos, que ela não suportaria esta gravidez e, portanto, o aborto deveria ser realizado.
Eu acho que pensaria diferente se ela tivesse mais idade e em condições de ser mãe, não sei... Não é fácil falar sobre algo que não nos atinge diretamente.
Mas, excomungar o médico, a mãe e todos que estivessem de acordo com o aborto foi muito longe, mesmo para um representante de Deus.
Eu acredito num Deus misericordioso, justo, bom... Será que este meu Deus excomungaria as pessoas assim?!
O pior é que o padrasto da menina, o asqueroso, o monstro que cometeu os estupros por tanto tempo, nada recebeu como punição divina... O Sr. Bispo disse que era só ele se arrepender e fazer uma oração e seria perdoado...
Eu, se estivesse no lugar do médico, faria sim o aborto, afinal, ele se comprometeu quando fez o juramento diante dos colegas e professores no dia da sua formatura que trabalharia sempre para salvas vidas. Deixar que isto fosse adiante, seria a continuação da crueldade sofrida pela garota até então. Ela que já sofreu pelos abusos, teria que esperar a morte por mais alguns meses. Se ela não viesse, teria de ser mãe de duas crianças, tendo apenas nove anos. Quem cuidaria da situação?
O Sr. Bispo?
Com certeza não, pois este nem mesmo soube dizer o nome da menina...
Ela teria condições psicológicas para ser mãe e carregar esta responsabilidade para sempre?
Ok.
Digamos que o Bispo esteja certo e Deus espere isto mesmo de seus representantes...
Será que Ele, Deus, esperava a morte de tantas pessoas em seu nome, como ocorreu na Inquisição, nas chamadas guerras santas promovidas por papas? A pedofilia tão praticada hoje em dia e, na grande maioria das vezes, por representantes Seus???
Ele, o Sr Bispo disse que existem nove pecados que levam à excomunhão automática e dentre eles, “a absolvição por um sacerdote do cúmplice de um pecado da carne”. O que se entende por pedofilia praticada por alguns sacerdotes??? O que pensar quando estes sacerdotes, geralmente, ao invés de serem excomungados, são apenas transferidos de paróquia???
Vou transcrever as palavras de Juliana Linhares ( jornalista que entrevistou o Sr. Bispo para a revista Veja ) : “Ao longo de 2000 anos de história, duas forças, ora conflitantes, ora complementares, moldaram a Igreja Católica: a doutrina do amor e o amor pela doutrina. Dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife, é sem dúvida um homem da segunda força.”
Eu ainda sigo e acredito na primeira força...
Eu ainda, acredito mais no amor d
o que nas leis. Quer sejam religiosas ou não.Um beijo a todos que se compadeceram do drama sofrido pela menina e por sua mãe.
Que Deus ignore tanta ignorância e não compartilhe da radicalismo do Sr. Bispo e, lance seu olhar de compaixão e amor sobre o médico, a mãe e a garota que já suportou tanta desgraça.
Quanto ao pai... Ele terá tempo de rever suas atitudes. Se não nesta vida, em outra que lhe será concedida para quitação de seus débitos e que pela bondade suprema do criador terá a oportunidade de evoluir e se tornar um espírito melhor.