terça-feira, 18 de novembro de 2008

A ARMADILHA DO SUICÍDIO

"Tenho depressão desde pequena. Minhas primeiras crises começaram aos 9 anos de idade. Desde então amadureci muito para minha idade e me sinto mais velha do que realmente aparento. Estou cansada de tudo. De minha família, da minha luta diária para viver, de minha ansiedade, da minha covardia.. enfim de tudo.Vou a psicólogos, psiquiatras e neurolinguistas desde dos 9 anos. Gostaria de saber como seria a melhor forma de suicídio sem que ninguém encontre meu corpo. Já pensei em me jogar de precipícios para o mar com um peso amarrado e tudo mais. Porém tenho medo de sentir dor e de não dar certo e surgir seqüelas. Eu acredito que a melhor forma de suicídio é com um tiro na cabeça. Porém como faria para esconder meu corpo para que ninguém o ache nunca mais? Obrigada."
(Comentário anônimo deixado na postagem Suicídio)

Ao acabar de ler este recado, estava com um gosto amargo na boca. Afinal, já tratei neste espaço inúmeras vezes sobre o tema, mas ainda me espanto e entristeço ao ver pessoas que ainda acreditam na morte provocada como uma solução. Vou reproduzir, então, um texto que acredito exemplar ao tratar sobre o tema, publicado no blog Partida e Chegada.

"Durante o romantismo, folhetins de amores impossíveis circulavam entre jovens de todas as idades. O envolvimento emocional era tão gran­de com a história e os personagens que, quando o romance terminava em tragédia e os amantes não podiam ficar juntos, a tristeza era tão grande que centenas de pessoas se suicidaram.

No Japão me­dieval, era sinal de honra e coragem terminar com sua própria vida caso fosse vencido. Pela Lei do Karma, o suicídio é um problema sério. Muitas pessoas se sentem deprimidas por­que sentem, lá no fundo, aquela vontade louca de voltar pra casa. Para elas, o suicídio é uma forma de voltar pra casa. Para outras, é um jeito de fugir dos problemas. Em ambos os casos, estão enga­nadas.

Sabemos que o suicídio não é bem visto por­que interrompe seu processo de aprendizado. É como sair para o recreio antes da hora. Você perde a aula e só encontra um pátio vazio. Há quem diga que é preciso ter coragem para tirar a própria vida, quando nós sabemos que é preciso coragem mesmo para continuar vivendo. No fim, suicidas são pessoas que abandonaram a batalha. Por isso tendemos a ficar tão zangados com eles! Nos largaram sozinhos no campo de batalha, os cretinos! Mas para onde vão essas almas?

Há um lugar tenebroso chamado Vale dos Suicidas, escuro, frio, fétido e feio. Para lá vão os que desistiram repetidas vezes de suas vidas. Pra você ver como a divindade é paciente, é preciso que cometamos o mesmo erro várias vezes para que nos enviem a um lugar tão horrível. Não é um lugar legal e, vale lembrar, que suicidas tendem a repetir o padrão de comportamento (fugir quando a coisa fica feia). Muitos deles acabam reencarnando como pessoas excepcionais, para que sintonizem as emoções mais básicas e não usem sua inteligência para se matar. Mesmo suicidas têm novas chances. Mas o caminho que trilham é doloroso demais para valer o experimento.

Por isso, fica o recado. Por mais preta que a situação esteja, jamais desista. Vá até o fim! Finja que é um vídeo game e use até o último pontinho de vida para lutar e ficar. Morrer lutando, seja contra uma doença ou para defender algo ou alguém, é mais honroso do que morrer fugindo".

Por Eddie Van Feu. Artigo elaborado a partir de um trabalho original de Eddie Van Feu, escritora e jornalista, que faz do assunto vidas sucessivas um tema apaixonante. Extraído da série "Wicca",n. 35 (Reencarnação), Editora Modus

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