quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano não apenas pintado de novo,
remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo,

eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre. (Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 27 de dezembro de 2008

A UM AUSENTE

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu,
enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste. (Carlos Drummond de Andrade)
Este texto é para o amigo que se foi antes da hora...
Adeus amigo! Que você esteja bem.

ANO NOVO

Nem sobra nada pra comentar, não é mesmo?
Desejo a todos que me visitam, aos que gostam e aos que detestam o que eu escrevo aqui, um ano cheio de muita paz, muita saúde e muito amor.
Desejo que as pessoas sejam mais sinceras, mais caridosas e mais felizes.
Desejo que as pessoas perdoem mais e que tentem encontrar a felicidade nas pequenas coisas, pois não costumamos dar muito valor a elas. Parece que só damos valor ao que é grande, ao que aparece mais, ao que todos podem ver...
Li em algum lugar a frase "A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro".
Se a gente vivesse cada dia intensamente, tanto as alegrias quanto as tristezas, se não ficássemos esperando ter o que o outro tem, se agradecêssemos o que temos, se procurássemos entender o recado deixado há 2009 anos atrás, talvez fôssemos mais felizes com o que é simples, talvez não nos revoltássemos tanto com o não ter, o não poder e talvez, lidássemos melhor com as perdas e, mais uma vez, talvez, fôssemos felizes de verdade.
Um beijo borbulhante aos meus amigos reais e virtuais.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

OS VENTOS SOPRAM NA DIREÇÂO DE QUEM SONHA

San Martin de Unx, dezembro 1994
Caminho por uma aldeia deserta na Espanha, e escuto uma banda de música. É feriado, todos estão se divertindo numa festa em uma casa particular - menos eu. Estou só, e não tenho com quem conversar.
Há quatro meses estou viajando para a promoção dos meus livros, e me pergunto se afinal vale a pena tudo isto - se não devia largar tudo agora, e voltar para o Brasil.
As ruas da aldeia são estreitas, anoitece, e a solidão fica mais difícil de aguentar.
De repente, ouço a voz de um homem cantando; deve ser o único na cidade que não foi à festa.
“Por que?”, pergunto para mim mesmo. Será que não gostam dele? Será que ele não gosta de festas? De qualquer maneira, escuto sua voz, e sinto que está alegre. Consigo entender alguns versos da canção:
“Nestes dias, todos os ventos do mundo sopram na direção de quem sonha. Nestes dias, a chuva sempre desenha o rosto de quem amamos”.
Anoto os versos num bloco que as vezes carrego comigo. Nunca conhecerei este homem. Nunca saberei seu rosto ou sua idade. E ele nunca saberá que, nesta tarde gelada, me ensinou que eu não estava sozínho, e me devolveu a alegria e a coragem. (Paulo Coelho)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

HISTÓRIA DE NATAL

Certo homem, chamado John, costumava olhar o Natal como uma festa sem o menor sentido. Segundo ele, a noite de 24 de dezembro era a mais triste do ano, porque muitas pessoas se davam conta de quão solitárias eram, ou sentiam muito a ausência da pessoa querida.
John era um homem bom. Tinha uma família e era honesto nos negócios. Entretanto, não podia admitir que as pessoas fossem ingênuas a ponto de acreditar que um Deus havia descido à Terra só para consolar os homens. Sendo uma pessoa de princípios, não tinha medo de dizer a todos que o Natal, além de ser mais triste que alegre, também estava baseado numa história irreal — um Deus se transformando em homem.
Como sempre, na véspera da celebração do nascimento de Cristo, sua esposa e seus filhos se prepararam para ir à igreja. E, como de costume, John resolveu deixá-los ir sozinhos, dizendo que seria hipocrisia acompanhá-los.
Quando a família saiu, John sentou-se, acendeu a lareira, e começou a ler os jornais daquele dia. Entretanto, logo foi distraído por um barulho na sua janela, seguido de outro... e mais outro. Achando que era alguém jogando bolas de neve, John pegou o casaco para sair, na esperança de dar um susto no intruso.
Assim que abriu a porta, notou um bando de pássaros que haviam perdido seu rumo por causa de uma tempestade, e agora tremiam na neve. Como tinham notado a casa aquecida,tentaram entrar, mas, ao se chocarem contra o vidro, machucaram suas asas, e só poderiam voar de novo quando elas estivessem curadas. "Como ajuda-las?", pensou. Foi, então, até a porta de sua garagem, abriu-a e acendeu a luz. Os pássaros, porém, não se moveram. "Elas estão com medo", pensou John. Então, entrou na casa, pegou alguns miolos de pão, e fez uma trilha até a garagem aquecida. Mas não deu resultado. John abriu os braços, tentou conduzi-los com gritos carinhosos, empurrou delicadamente um e outro, mas os pássaros ficaram mais nervosos ainda — começaram a se debater, andando sem direção pela neve e gastando inutilmente o pouco de força que ainda possuíam. John já não sabia o que fazer. Desesperado gritou: “Se eu tivesse, neste momento, uma chance de me transformar em pássaro só por alguns minutos, vocês veriam que eu estou realmente querendo salvá-los!”
Neste momento, o sino da igreja tocou, anunciando a meia-noite. Um dos pássaros transformou-se em anjo, e perguntou a John: “Agora você entende, por que Deus precisava transformar-se em ser humano?”Com os olhos cheios de lágrimas, ajoelhando-se na neve, John respondeu: “Perdoai-me”. Agora eu entendo que só podemos confiar naqueles que se parecem conosco e passam pelas mesmas coisas pelas quais nós passamos...


Um Feliz Natal a todos e que as pessoas possam acreditar que Deus existe e que deu sim seu filho para que pudéssemos Nele acreditar.

Beijinhos.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

SEM TER ONDE CAIR MORTA

Ixi!!!
Demorei pra colocar esta foto no meu blog...
Quando tirei a foto, fiquei totalmente indignada, irritada e decepcionada.
Vou explicar o porquê...
Há muitos e muitos anos, viajo a passeio para Santa Catarina. Em uma destas viagens, também há muitos anos atrás, ainda ingênua e achando que todos somos iguais, passando por este local, mais precisamente na cidade de Brusque, achei lindo o cemitério. Pequenininho, todo florido, bem cuidado, como nunca tinha visto outro. Na minha ingenuidade, pedi pro meu pai me prometer que se eu morresse antes de dele, ele me enterraria ali.
E todas as vezes que passava por lá, admirava o local, mas não entendia bem porque não crescia muito. Parecia que naquela cidade as pessoas viviam mais tempo... De um ano para o outro não aumentavam muito as sepulturas...
Com o passar do tempo, procurei entender melhor a vida e a morte e passei a não dar valor a coisas como onde ser enterrada, pois entendi que o corpo não passa de uma roupa velha e, se vai ser guardada ou jogada em um lugar qualquer, não faz a menor diferença, pois o espírito não precisaria mais dela, ela não teria mais nenhuma serventia.
Contudo, ainda assim, gostava de passar pelo local, entrava, rezava um pouco, até que, neste ano, entendi o porque do cemitério ser tão pequeno... Foi quando dei de cara com a placa acima.
A sensação que me acometeu?!
A pior. Uma senasação de revolta, de decepção. Afinal, fui criada tendo que respeitar uma religião que, com o tempo, foi disvirtuada por muitos e se mostrou mercenária. Digo isto porque também me indignou a notícia do uso de cartões de crédito nas igrejas católicas para que os fiéis façam suas doações. E também, porque vi uma notícia de que está sendo usada uma máquina onde o fiel coloca uma moeda e sai uma gota de água benta (sim, só uma gota para que não haja desperdício). Mas, sobre isso, prefiro não comentar...
Fica aí, registrada a minha indignação e a pergunta:
Se Jesus estivesse entre nós, Ele aprovaria isto?!


Beijos carinhosos e uma ótima semana a todos que me visitam.
Ah!! Para aqueles que pensarem em defender tais absurdos, fiquem à vontade, pois não é preciso estar em dia com as visitas ao blog para deixar algum comentário. Só não esperem que eu engula qualquer explicação que seja.

O PESCADOR MEXICANO

Numa aldeia de pescadores da costa do México, um pequeno barco retorna do mar.
Um turista (um consultor americano) se aproxima e cumprimenta o pescador mexicano pela qualidade do pescado.
Curioso, o turista pergunta: “Quanto tempo levou para pegar esta quantidade de peixes?”.
“Não muito tempo”, responde o mexicano.
“Bom, então por que você não ficou mais tempo no mar e pegou mais peixes?”
O mexicano explica que aquela quantidade bastava para atender às necessidades de sua família.
Mas o que você faz com o resto do seu tempo?”, indaga o americano
“Eu durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com meus filhos, descanso com minha esposa”.
“Eu tenho uma vida boa...”
“À noite eu vou até a vila para ver meus amigos, dançar, tocar violão, cantar umas músicas...”.
O americano interrompe: “Pois eu posso lhe ajudar a ter uma vida realmente boa. Faça o seguinte: comece a passar mais tempo pescando todos os dias. Aí você pode vender todo o peixe extra que conseguir pescar.
Com o dinheiro extra, você compra um barco maior. Com a receita extra que o barco maior vai trazer, você pode comprar um segundo e um terceiro barco, e assim por diante até possuir uma frota de pesqueiros.
“Ao invés de vender seu peixe para um atravessador,negocie diretamente com as fábricas de beneficiamento ou quem sabe pode até abrir sua própria indústria de beneficiamento.”
“Aí você pode deixar esta vila e ir morar na Cidade do México, Los Angeles ou até mesmo em Nova Iorque!!”
“De lá você toca seu imenso empreendimento!”
“Quanto tempo isso iria levar?”, pergunta o mexicano
“Uns vinte, quem sabe vinte e cinco anos”, responde o americano.
“E depois?”
“E depois? Aí é que começa a ficar bom”, responde o americano, rindo; “quando seu negócio começar a crescer de verdade, você abre o capital e faz milhões!!!”
“Milhões? Sério? E depois disso?”
“Depois disso você se aposenta e vai morar numa vilazinha da costa mexicana,
dorme até tarde,
pega uns peixinhos,
descansa ao lado da esposa,
brinca com seus filhos e
passa as noites se divertindo com os amigos...”

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

MOTIVO PARA QUERER VIVER

Olá Pessoal!
Depois de um longo e tenebroso inverno (nem tão inverno assim...rs) volto a postar o que me emociona, ou me surpreende, ou me entristece, ou me deixa indignada... E tem muitas coisas neste meio e vou tentar colocar aos poucos, afinal, fico fora e quando volto chego querendo botar banca... ai ai ai.
Apesar do vídeo acima dispensar comentários, deixo aqui registrada a minha admiração por pessoas como Tony, que mesmo possuindo algum tipo de deficiência, mesmo não sendo aparentemente normal, lutam contra tudo e contra todos e vencem. Amei ouvir que, apesar de lhe faltarem os membros, ele sabe e acredita que é inteiro diante de Deus.
E tanta gente vive reclamando da vida e aqui mesmo, no meu blog, tantas pessoas falam em suicídio como se fosse a coisa mais banal do mundo. Como se fosse a única solução para os, muitas vezes, “agigantados” problemas que têm.
É assim mesmo...
Só dá valor à vida, aos membros, ao intelecto, à liberdade, aqueles que de alguma forma foram privados de tê-los parcial ou totalmente.
É como o suicida... só vai dar valor à vida depois que estiver do outro lado e perceber que NADA mudou. Que tudo continua da mesma forma e, ainda pior, pois cometeu um erro quase que irreparável, mas que, com a graça de Deus e sua infinita bondade, tem jeito. Apesar das consequências serem terríveis, apesar de todo o sofrimento que deu causa a tal ato parecer refresco, apesar disto... tem jeito sim. É demorado, é penoso, é sofrido (mais do que nossa imaginação consiga alcançar), mas um dia, depois de muita luta, se consegue dar um passo adiante e retornar ao ponto em que parou, em que deu cabo do que não lhe pertencia, ou seja, a VIDA. Mas, o que não se pensa, é que o ponto em que parou é exatamente onde se resolveu sair de cena. É como se a gente assistisse um filme e resolvesse estourar pipocas... dá um “pause” e vai lá e depois volta alegrinho pra terminar de ver o filme, de onde parou. Quem gostaria de voltar e pegar o filme já lá na frente?! Pois é... a gente volta (depois de quitar os débito adquiridos com o tal suicídio) e começa, com os mesmos problemas que a gente tinha antes, os mesmos que a gente interrompeu... Chato não?! A gente percebe que só perdeu tempo (às vezes séculos do nosso precioso tempo em direção à evolução espiritual).
Agora podem estar se perguntando...
O que tem a ver o vídeo com este papo todo?!
É que tenho recebido muitos comentários no blog, muitos e-mail´s falando sobre suicídio, pessoas próximas cometeram e outras se dizem com coragem e vontade de fazer o mesmo e isso me irrita e me deixa indignada e apavorada com o fato de as pessoas verem o suicídio como uma solução para os problemas que muitas vezes estão para serem solucionados e que por causa de dias, ou horas, terminam não tendo um final feliz porque o indivíduo se cansou da vida...
Tenha dó, né?
Já falei e falo sempre que não aceito esta forma de solucionar problemas por maior que possam parecer. Tem muuuuuuuuuuuuuuuitas maneiras de encarar a vida, de sair de um buraco sem que seja se afundando ainda mais nele.
Dizem que tem de ter coragem para tal ato... Coragem?! Precisa de muito mais coragem pra encarar a vida. Coragem pra não fugir e encarar os problemas. Coragem para completar o que nos trouxe aqui, afinal, não estamos aqui só de enfeite...
Já falei demais. Por hoje chega. Me desculpem os que pensam de maneira diferente, principalmente os que vivem dizendo que gostariam de tirar a própria vida. Respeito o sentimento de cada um de vocês e espero que possam respeitar a minha maneira de pensar e que, se não for pedir muito, que tentem ver se não faz sentido o que eu penso também.

Beijinhos e uma semana de muita paz e muita luz a todos os visitantes.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A ARMADILHA DO SUICÍDIO

"Tenho depressão desde pequena. Minhas primeiras crises começaram aos 9 anos de idade. Desde então amadureci muito para minha idade e me sinto mais velha do que realmente aparento. Estou cansada de tudo. De minha família, da minha luta diária para viver, de minha ansiedade, da minha covardia.. enfim de tudo.Vou a psicólogos, psiquiatras e neurolinguistas desde dos 9 anos. Gostaria de saber como seria a melhor forma de suicídio sem que ninguém encontre meu corpo. Já pensei em me jogar de precipícios para o mar com um peso amarrado e tudo mais. Porém tenho medo de sentir dor e de não dar certo e surgir seqüelas. Eu acredito que a melhor forma de suicídio é com um tiro na cabeça. Porém como faria para esconder meu corpo para que ninguém o ache nunca mais? Obrigada."
(Comentário anônimo deixado na postagem Suicídio)

Ao acabar de ler este recado, estava com um gosto amargo na boca. Afinal, já tratei neste espaço inúmeras vezes sobre o tema, mas ainda me espanto e entristeço ao ver pessoas que ainda acreditam na morte provocada como uma solução. Vou reproduzir, então, um texto que acredito exemplar ao tratar sobre o tema, publicado no blog Partida e Chegada.

"Durante o romantismo, folhetins de amores impossíveis circulavam entre jovens de todas as idades. O envolvimento emocional era tão gran­de com a história e os personagens que, quando o romance terminava em tragédia e os amantes não podiam ficar juntos, a tristeza era tão grande que centenas de pessoas se suicidaram.

No Japão me­dieval, era sinal de honra e coragem terminar com sua própria vida caso fosse vencido. Pela Lei do Karma, o suicídio é um problema sério. Muitas pessoas se sentem deprimidas por­que sentem, lá no fundo, aquela vontade louca de voltar pra casa. Para elas, o suicídio é uma forma de voltar pra casa. Para outras, é um jeito de fugir dos problemas. Em ambos os casos, estão enga­nadas.

Sabemos que o suicídio não é bem visto por­que interrompe seu processo de aprendizado. É como sair para o recreio antes da hora. Você perde a aula e só encontra um pátio vazio. Há quem diga que é preciso ter coragem para tirar a própria vida, quando nós sabemos que é preciso coragem mesmo para continuar vivendo. No fim, suicidas são pessoas que abandonaram a batalha. Por isso tendemos a ficar tão zangados com eles! Nos largaram sozinhos no campo de batalha, os cretinos! Mas para onde vão essas almas?

Há um lugar tenebroso chamado Vale dos Suicidas, escuro, frio, fétido e feio. Para lá vão os que desistiram repetidas vezes de suas vidas. Pra você ver como a divindade é paciente, é preciso que cometamos o mesmo erro várias vezes para que nos enviem a um lugar tão horrível. Não é um lugar legal e, vale lembrar, que suicidas tendem a repetir o padrão de comportamento (fugir quando a coisa fica feia). Muitos deles acabam reencarnando como pessoas excepcionais, para que sintonizem as emoções mais básicas e não usem sua inteligência para se matar. Mesmo suicidas têm novas chances. Mas o caminho que trilham é doloroso demais para valer o experimento.

Por isso, fica o recado. Por mais preta que a situação esteja, jamais desista. Vá até o fim! Finja que é um vídeo game e use até o último pontinho de vida para lutar e ficar. Morrer lutando, seja contra uma doença ou para defender algo ou alguém, é mais honroso do que morrer fugindo".

Por Eddie Van Feu. Artigo elaborado a partir de um trabalho original de Eddie Van Feu, escritora e jornalista, que faz do assunto vidas sucessivas um tema apaixonante. Extraído da série "Wicca",n. 35 (Reencarnação), Editora Modus

LEIA TAMBÉM :
Não deixamos de existir
Quando alguém pensa em suicídio
A falsa solução
A fraqueza de um pai, o perdão de um filho
O ponto de partida é a solidão
Reflexão sobre a vida
Conversa de amigo: o sentido da vida

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

SUICÍDIO : "ESPERO TIRAR A PARTE QUE ME DÓI..."

É a primeira vez que visito o seu blog. Deixo aqui a minha humilde opinião. Acredito que uma pessoa que pensa em tal ato de desespero, pensou em todas as alternativas, e o que as motiva a não fazê-lo é justamente a família e as pessoas ao seu redor que a amam. Quando se decide por um fim a este sofrimento, já foi pensado tudo, e sinceramente, só quem vive para saber. Eu estou tentando, juro que estou, sei que pode ser só fase, mas este sentimento geralmente não está sozinho. Depressão mata. E só quem sente para saber o quanto dói. E o melhor às vezes é dar fim a isso. Não estou aqui fazendo apologia a nada. Mas só queria deixar exposto o meu ponto de vista.Os médicos ao constatarem uma necrose, retiram a parte afetada ao invés de ver cada parte do corpo morrer lentamente...Espero sinceramente tirar a parte que me dói, antes que ela me consuma por inteiro.Espero ter forças para tal. Juro que tento, e não quero ver meus entes sofrerem por algum mal que lhes causei, e é isso que penso antes de dormir. É isso que me faz respirar todos os dias até que essa dor passe. Desculpe o desabafo, mas você expôs seu ponto de vista. Espero que entenda o meu...

Comentário à postagem "SUICÍDIO", deixada por uma leitora que identificou-se por Suicida Virtual

Gostaria muito de poder fazer alguma coisa para mudar sua maneira de pensar. Fico realmente triste quando vejo alguém como você. A postagem que você leu e deixou sua opinião, e eu a respeito muito, foi colocada porque eu não conseguia aceitar a morte de um amigo querido. Ele, assim como você, entrou em depressão. Ele não aceitou uma separação. Mais de vinte anos de casado e, de repente, tudo acabava e isso acabou com a vontade dele de viver. Parecia impossível a idéia de viver sem ela... Por mais que eu tentasse ajudar e fazer com que ele se animasse com alguma coisa, nada era suficiente. Ele só enxergava a própria tristeza. A dor era grande, eu sei, pois não é mesmo fácil ficar sem chão da noite pro dia, mas eu queria que ele encontrasse um novo motivo pra ser feliz.

Disse a ele que é como um sapato que a gente gosta muito, mas que chega uma hora que não dá mais pra usar, que é melhor comprar um novo. Que no começo, o sapato novo aperta um pouco, mas laceia com o tempo e que ele acabaria se acostumando e gostando até mais do novo sapato. Ele respondeu que preferia mandar o velho sapato pro sapateiro para que ele botasse uma meia sola, desse uma mão de tinta, mas queria mesmo tentar usar o velho por mais tempo...
Gastei todos os meus argumentos, tentei de tudo e não consegui.

Sou espírita e isso mais ainda me leva a tentar impedir um ato tão cheio de consequências.
Fiquei muito mal e a família dele também.
Quando eu fiquei sabendo que ele tinha se matado, fiquei chocada. Minha primeira reação foi xingar, e ficar brava com ele por ter feito isso. Por não ter tido a mínima consideração por mim, que gostava tanto dele...

Rezei e rezo muito por ele. Sinto que ele não está bem e sei bem o que vem depois do ato do suicídio. Sei que por maior que parecesse o problema dele, era minúsculo diante do que ele enfrenta agora. Sei que ele, se pudesse voltar atrás, não pensaria duas vezes pra fazer isto.

Eu não conhecia (de perto) ninguém que tivesse cometido tal loucura e por isso resolvi ler a respeito e um dos primeiros livros que li foi "Memórias de um Suicida" de Yvonne A. Pereira e isto me deixou ainda mais infeliz, pois tinha noção do que aconteceria depois da morte de um suicida, mas não da dimensão mostrada por um deles no livro.

Sei que não vou te ajudar em nada falando tudo isto. Afinal, se ele, que estava tão perto de mim não me ouviu, que sucesso teria eu diante de quem nem conheço?!. Sei que não tenho nada a ver com a tua vida, mas mesmo assim, me preocupo com ela e por você, afinal, somos espíritos em evolução e quando interrompemos nossa caminhada, voltamos ao mesmo ponto, com mais dívidas e mais dificuldades pra vencer.
Falo pelo que acredito e pelo que sinto. Falo o que me vai ao coração sem saber ao menos se você tem uma religião.
Sei também que deve ser muito sofrido passar pelo que está passando, afinal, só você pode saber o quanto é ruim...

Enfim... só estou te escrevendo, mesmo sem saber se vai ler ou não, porque gostaria de tocar de alguma forma o teu coração, a tua alma e que, mesmo sabendo ser uma grande pretensão, gostaria de mudar o que pode te acontecer. Temos um outro blog que eu gostaria que você conhecesse : Partida e Chegada.

Sinto muito pelo que está se passando com você. Espero sinceramente que saia desta e um dia possa me dizer que está bem e feliz e que esta maldita depressão, que este sentimento ruim, tenha te deixado em paz. Beijos.
Solange

SUICÍDIO: A FALSA SOLUÇÃO

De facto não dá para julgar.acto de cobardia!!!! não , acto de coragem. E se a o suicídio vai fazer quem amamos feliz? pois se somos nós o problema também somos nós a solução.deixem-me morrer em paz.
Comentário à postagem "SUICÍDIO", deixada por leitor que identificou-se por Teshi71

Caro amigo(a). Sinto não saber se vai ou não ler o que penso...
Sinto muito também por você pensar assim... Eu jamais julgaria ser ato de coragem ou covardia o suicídio. Só acho (e acredito piamente no que digo) que o preço a ser pago por tal ato é muito alto, mesmo que seja pra fazer alguém feliz. Por mais que esta pessoa mereça a solução de um problema (no caso você), ela, e só ela deve achar a solução para este problema, afinal, o problema é dela e não seu por amar demais. Talvez você não tenha percebido que somos livres e por isto mesmo, temos o direito de não mais querer uma pessoa ou situação.

Um amigo meu se suicidou por alguém e sinto muitíssimo por ele, pois não acredito que ele se sinta melhor agora... deve ser horrível acabar com a própria vida e do lado de lá perceber que nada mudou, que só aumentamos o nosso problema. Deve ser horrível chegar diante de Deus e ele te perguntar o que fez com a vida que ele te confiou e ter de responder que jogou no lixo, que não deu valor a ela...

Não sei, mas acho que se você pensar melhor e ler "Memórias de um Suicída" de Yvonne A. Pereira, você mudará de idéia. Espero sinceramente que você acorde a tempo de fazer tão grande loucura. Espero que não tenha jamais de se arrepender pela prática de um ato tão danoso ou teu espírito. Beijos carinhosos e que você sinta Deus em seu coração o quanto antes.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

NOVO FIM

Nasceste no lar que precisavas,
Vestiste o corpo físico que merecias,
Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades,nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realizaçao.
Teus parentes, amigos são as almas que atraíste, com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes...
São as fontes de atração e repulsão na tua jornada.
Nao reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas maos.
Reprograma tua meta, busca o bem e viverás melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim ". (Chico Xavier)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

CAMPOS DO JORDÃO

Estou escrevendo só para deixar registrado que não vale a pena a gente ir a um lugar só porque é muito visitado, muito famoso, muito falado...
Eu nunca tive vontade de conhecer a cidade de Campos do Jordão, mas por insistência e por achar que tudo na vida vale a pena... fui.
Não posso dizer que não gostei, mas com certeza, seria pouco provável que voltasse lá.
Não que não seja interessante, pois serviu para refletir sobre o ser humano e sua pequenez.
Interessante ver como as pessoas usam seus casacos, suas peles, suas botas, mesmo estando a cidade envolvida por um clima gostoso, onde o frio intenso passava bem longe...
Interessante as pessoas posarem para fotos para depois colocá-las no orkut...
Interessante os sorrisos ensaiados e iguais de um visitante para outro.
Interessante também as pessoas se acharem melhores ou mais importantes só por se sentarem nos belos restaurantes do Centrinho de Capivari...
Enfim...
Deixemos de falar sobre o que é pequeno, deixemos de olhar a luz apagada na árvore e vejamos as que estão acesas.
Devo falar também do que me surpreendeu, como o atendimento dos garçons (não só educados, mas boas pessoas), a belíssima voz de um cantor aparentemente desconhecido mas que encantou e fez minha noite muito mais bonita, a hospitalidade, pessoas de uma mesma família trabalhando juntas sem aquele conhecido ar de tédio, pelo contrário... pareciam gostar realmente do que faziam. Construções belíssimas, flores, cores, luzes...
É isso! Foi isso!
Talvez não tenha gostado tanto como deveria gostar porque não bebo cerveja (e a baden-baden é famosa por lá). Talvez por não fazer diferença para mim, estar sentada num requintado restaurante do centrinho Capivari ou em um banquinho comendo cachorro quente ao lado de quem eu amo.
Talvez numa outra vida... quando meus valores mudarem, quando for importante ser importante, quando olhar para um garçom e não enxergar mais que um serviçal... talvez veja certas coisas com outros olhos.
Mas, quer saber??! Quero ser exatamente como sou, quero continuar tendo espírito de pobre, como me disseram...rs. Isto me aproxima das pessoas e me faz mais feliz.
Beijos aos que pensam como eu e àqueles que não pensam... também.

sábado, 9 de agosto de 2008

PAI

Pai!
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...
Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...
Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...
Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...
Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...
Pai!
Me perdoa essa insegurança
Que eu não sou mais
Aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...
Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Ah! Ah! Ah!...
Pai!
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai! Paz!...
(Fábio Junior)

MEU FILHO E AS MANHÃS

Hoje pela manhã, como de costume, antes de sair para trabalhar, visitei o quarto de meu filho. Considero uma espécie de ritual sagrado de todas as manhãs: chegar bem perto de seu berço, ajeitar sua coberta com cuidado, aninhá-lo com carinho para que não se descubra. Passo então minhas mãos, algumas vezes, sobre seus cabelos macios, e digo em pensamento: “Como eu te amo!”
Ele normalmente se move com suavidade, como se reagisse de alguma forma ao estímulo externo durante o sono. Continua ali, em silêncio, em paz, preparando seu corpinho e sua alma para mais um dia de descobertas felizes.
Despeço-me, procurando não fazer ruídos, e saio porta afora com a alma leve, pronto para enfrentar mais um dia no mundo.
Da próxima vez que o vir, mais tarde, ele já estará desperto, correndo pela casa, brincando com seus carrinhos, e irá me conceder mais uma alegria: a de receber seu sorriso, que sem dizer nada, diz tudo.
Por mais que alguns dias sejam difíceis, por mais que as batalhas sejam ferrenhas e desgastantes, tudo se acalma, tudo se conforta naquele sorriso. Os sorrisos de criança têm um poder quase mágico, e os de nossos filhos mais ainda. Eles parecem querer nos fazer perceber que, por mais que a vida seja tormentosa, cheia de pequenos e grandes espinhos que provocam dor, muita alegria ainda existe.
Por mais que neste exato instante existam “n” pessoas desejando não mais viver, se enfraquecendo nas lutas, desejando desistir, existem outras tantas almas agradecendo pela vida, num júbilo contagiante. E tenho certeza de que “ser pai” é mais um desses motivos de alegria plena, de gratidão a Deus, e mais uma das muitas razões que temos para continuar sempre, sem desistir.
Meu filho e as manhãs me ensinam sempre esta lição preciosa, a da renovação, do renascimento da água e do Espírito. (momento Espírita)
* * *
Muitos pais se queixam de não terem visto seus filhos crescerem.
Passa tão rápido! Não me lembro mais! – são expressões que ouvimos com freqüência.
Será que estamos atentos aos nossos filhos como deveríamos estar?
Será que passa tão rápido assim, a ponto de guardarmos tão poucas lembranças?
Ou há alguma coisa errada com o tempo, ou há alguma coisa errada conosco.
Seria tão bom poder ouvir de um pai, de uma mãe: Lembro-me de cada nova conquista, de cada dia da infância, de cada nova palavra...
Seria tão bom poder ouvir: Curti cada dia ao seu lado, meu filho, quando você era pequenino, como se fosse o último. Não perdi oportunidade alguma junto a você.
Aproveitemos o tempo junto a eles, em qualquer idade, em qualquer condição de vida. Curtamos a existência ao seu lado, anotando no coração cada beleza, cada nova descoberta, tirando fotografias com a alma – registrando no íntimo do ser cada sorriso em seu rosto.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

VENDE-SE TUDO ...

No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos. O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:

_ Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
_Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.

Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa. Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante. Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto.

Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas. Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma.

No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tv. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.

Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material. Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar. Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que torna-se cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida.

Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile. Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio. Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa. Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde. Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza.
Martha Medeiros
As lições da vida estão à nossa frente, basta que desejemos ver. E, sem dúvida, a maior delas é dar importância ao que realmente tem importância. É uma lição, mas, acima de tudo, um aprendizado diário.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O IDIOTA E A MOEDA

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas de tamanhos diferentes: uma grande de 400 RÉIS e outra menor de 2.000 RÉIS.
Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.
Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e perguntou-lhe se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
_ Eu sei, respondeu o tolo. 'Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda'.
Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa:
A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
Mas a conclusão mais interessante é:
A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos.
O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente... (Arnaldo Jabor)
Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam... é problema deles.

domingo, 27 de julho de 2008

AS TRÊS EXPERIÊNCIAS

Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou a minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. “O amar os outros” é tão vasto que inclui até o perdão para mim mesma com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta pra tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço:ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.

E nasci para escrever. A palavra é meu domínio sobre o mundo. Eu tive desde a infância várias vocações que me chamavam ardentemente. Uma das vocações era escrever. E não sei por que, foi esta que eu segui. Talvez porque para outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto que para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever, o único estudo é mesmo escrever.

Adestrei-me desde os sete anos de idade para que um dia eu tivesse a língua em meu poder. E no entanto cada vez que eu vou escrever, é como se fosse a primeira vez. Cada livro meu é uma estréia penosa e feliz. Essa capacidade de me renovar toda à medida que o tempo passa é o que eu chamo de viver e escrever.

Quanto aos meus filhos, o nascimento deles não foi casual. Eu quis ser mãe. Meus dois filhos foram gerados voluntariamente. Os dois meninos estão aqui, ao meu lado. Eu me orgulho deles, eu me renovo neles, eu acompanho seus sofrimentos e angústias, eu lhes dou o que é possível dar. Se eu não fosse mãe, seria sozinha no mundo. Mas tenho uma descendência, e para eles no futuro eu preparo meu nome dia a dia. Sei que um dia abrirão as asas para o vôo necessário, e eu ficarei sozinha: É fatal, porque a gente não cria os filhos para a gente, os criamos para eles mesmos. Quando eu ficar sozinha, estarei seguindo o destino de todas as mulheres.

Sempre me restará amar. Escrever é alguma coisa extremamente forte mas que pode me trair e me abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a parar. Em escrever eu não tenho nenhuma garantia.

Ao passo que amar eu posso até a hora de morrer. Amar não acaba. É como se o mundo estivesse a minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera.
Clarice Lispector em “As três experiências”

sábado, 12 de julho de 2008

AMOR MAIÚSCULO

Um homem de idade já bem avançada veio à Clínica onde trabalho, para fazer um curativo na mão ferida... Estava apressado, dizendo-se atrasado para um compromisso, e enquanto o tratava perguntei-lhe qual o motivo da pressa. Ele me disse que precisava ir a um asilo de anciãos para, como sempre, tomar o café da manhã com sua mulher que estava internada lá.
Disse-me que ela já estava há algum tempo nesse lugar porque tinha um Alzheimer bastante avançado.
Enquanto acabava de fazer o curativo, perguntei-lhe se ela não se alarmaria pelo fato de ele estar chegando mais tarde.
- Não, ele disse. Ela já não sabe quem eu sou. Faz quase cinco anos que não me reconhece.
Estranhando, lhe perguntei:
- Mas se ela já não sabe quem o senhor é, porque essa necessidade de estar com ela todas as manhãs?
Ele sorriu e dando-me uma palmadinha na mão, disse:
- É . Ela não sabe quem eu sou, mas eu, contudo, sei muito bem quem é ela.
Meus olhos lacrimejaram enquanto ele saía e eu pensei: essa é a classe de amor que eu quero para a minha vida. (Desconheço o Autor)
"O verdadeiro amor não se reduz ao físico nem ao romântico. O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que o outro é, do que foi, do que será e... do que já não é..."

sexta-feira, 11 de julho de 2008

PACIÊNCIA

Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"...
E o bem comportado executivo? O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmoajuda a tumultuar...
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça".
Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice. O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus. A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência... (Paulo Roberto Gaefke)

NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL... SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA...

quinta-feira, 10 de julho de 2008

DUPLO SILÊNCIO


Dois amigos cultivavam o mesmo campo de trigo, trabalhando arduamente a terra com amor e dedicação, numa luta estafante, às vezes inglória, à espera de um resultado compensador.
Passam-se anos de pouco ou nenhum retorno.
Até que um dia, chegou a grande colheita. Perfeita, abundante, magnífica, satisfazendo os dois agricultores que a repartiram igualmente, eufóricos.
Cada um seguiu o seu rumo.
À noite, já no leito, cansado da brava lida daqueles últimos dias, um deles pensou:
- "Eu sou casado, tenho filhos fortes e bons, uma companheira fiel e cúmplice. Eles me ajudarão no fim da minha vida. O meu amigo é sozinho, não se casou, nunca terá um braço forte a apoiá-lo. Com certeza, vai precisar muito mais do dinheiro da colheita do que eu".
Levantou-se silencioso para não acordar ninguém, colocou metade dos sacos de trigo recolhidos na carroça e saiu.
Ao mesmo tempo, em sua casa, o outro não conciliava o sono, questionando:
- "Para que preciso de tanto dinheiro se não tenho ninguém para sustentar, já estou idoso para ter filhos e não penso mais em me casar? As minhas necessidades são muito menores do que as do meu sócio, com uma família numerosa para manter".
Não teve dúvidas, pulou da cama, encheu a sua carroça com a metade do produto da boa terra e saiu pela madrugada fria, dirigindo-se à casa do outro. O entusiasmo era tanto que não dava para esperar o amanhecer.
Na estrada escura e nebulosa daquela noite de inverno, os dois amigos encontraram-se frente a frente.
Olharam-se espantados. Mas não foram necessárias as palavras para que entendessem a mútua intenção.
Amigo é aquele que no seu silêncio escuta o silêncio do outro.

domingo, 6 de julho de 2008

DECLARAÇÃO PARA MEUS AMIGOS



(de forma bem mineira )
Ceis são o colírio do meu ôiu.
São o chicrete garrado na minha carça dins.
São a maionese du meu pão.
São o cisco no meu ôiu (u ôtro ôiu - eu tenho dois).
O limão da minha caipirinha.
O rechei do meu biscoito.
A mastumate do meu macarrão.
A pincumel do meu buteco.
Nossinhora!
Gosto dimais daconta docêis, uai.
Ceis são tamém:
O vidiperfume da minha pintiadêra.
O dentifriço da minha iscodidente.
Ói proceis vê,
quem tem amigo assim, tem um tisôru!
Eu guárdesse tisôro, com todo carinho,
Du Ladisquerdupeito !!!
Dendu Meu Coração!!!
AMOCÊIS PADANÁ!!!
Beijos a todos os meus amigos reais e virtuais. A todos os que visitam meu blog. A todos os que gostam e aos que não gostam também. Amoceis di montão!!!

TE AMO



Veja o poema TE AMO, declamado por Gian Franco Pagliaro. Lindo!!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

A LISTA


Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
(Oswaldo Montenegro)

A CHÁVENA DE CHÁ


Um sábio japonês, conhecido pela profundidade e justeza das suas doutrinas, recebeu a visita de um professor universitário que tinha ido inquirir acerca dos seus pensamentos.
O professor universitário tinha fama de ser orgulhoso, nunca prestando atenção às sugestões dos outros, julgando-se sempre na posse de toda a verdade.
O sábio quis dar-lhe uma lição. Para tal, quis servir-lhe uma chávena de chá.
Começou por deitar o chá pouco a pouco. E a chávena encheu-se.
O sábio, fingindo não se dar conta de que a chávena já estava cheia, continuou a deitar até que este transbordou e começou a molhar a toalha. O velho japonês mantinha a sua expressão serena e sorridente.
O professor universitário viu o chá a transbordar e ficou sem entender como era possível uma tal distração, tão contrária às normas das boas maneiras. Mas, em dado momento, não pôde conter-se mais e disse ao sábio:
— Já está cheia! Não cabe mais!
O sábio, imperturbável, disse-lhe então:
— Tal como esta taça, também tu estás cheio da tua cultura, das tuas opiniões, de um amontoado de conjecturas eruditas e complexas. Como posso eu falar-te da sabedoria, que só é compreendida pelas pessoas simples e disponíveis, se antes não esvaziares a tua chávena?
O professor compreendeu a lição. A partir desse dia, esforçou-se por se “esvaziar” das suas certezas e por escutar as opiniões dos outros, sem desprezar nenhuma delas.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

QUAL A MELHOR RELIGIÃO?

Narra-se que Leonardo Boff, num intervalo de uma conversa de mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, perguntou ao Dalai Lama:
Santidade, qual a melhor religião?
O teólogo confessa que esperava que ele dissesse: É o budismo tibetano. Ou são as religiões orientais, muito mais antigas que o cristianismo.
O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, olhou seu inquiridor bem nos olhos, desconcertando-o um pouco, como se soubesse da certa dose de malícia na pergunta, e afirmou:
A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor.
Para quem sabe sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, Boff voltou a perguntar:
O que me faz melhor?
Aquilo que te faz mais compassivo; aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável...
A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião...
Boff confessa que calou, maravilhado, e até os dias de hoje ainda rumina a resposta recebida, sábia e irrefutável.
O Dalai Lama foi ao cerne da questão: a religião deve nos ser útil para a vida, como promotora de melhorias em nossa alma.
Não haverá religião mais certa, mais errada, mas sim aquela que é mais adequada para as necessidades deste ou daquele povo, desta ou daquela pessoa.
Se ela estiver promovendo o Espírito, impulsionando-o à evolução moral e estabelecendo este laço fundamental da criatura com o Criador - independente do nome que este leve - ela será uma ótima religião.
Ao contrário, se ela prega o sectarismo, a intolerância e a violência, é óbvio que ainda não cumpre adequadamente sua missão como religião.
O eminente Codificador do Espiritismo, Allan Kardec, quando analisou esta questão, recebeu a seguinte resposta dos Espíritos de luz:
Toda crença é respeitável quando sincera, e conduz à prática do bem. As crenças censuráveis são as que conduzem ao mal.
Desta forma, fica claro mais uma vez que a religião, por buscar nos aproximar de Deus, deve, da mesma forma, nos aproximar do bem, e da sua prática cotidiana.
Nenhum ritual, sacrifício, nenhuma prática externa será proveitosa, se não nos fizer melhores.
Deveríamos empreender nossos esforços na vida para nos tornarmos melhores.
Investir em tudo aquilo que nos faz mais compreensivos, mais sensíveis, mais amorosos, mais responsáveis.
A melhor Doutrina é a que melhor satisfaz ao coração e à razão, e que mais elementos tem para conduzir o homem ao bem.

* * *

Gandhi afirmava que uma vida sem religião é como um barco sem leme.
Certamente todos precisamos de um instrumento que nos dirija. Assim, procuremos aquela religião que nos fale à alma, que nos console e que nos promova como Espíritos imortais que somos.
Transmitamos às nossas crianças, desde cedo, esta importância de manter contato com o Criador, e de praticar o bem, acima de tudo. (Redação do Momento Espírita)

A LUA NOVA - Tagore

Como discutem e como gritam!
Como desconfiam e se desesperam!
Nunca param de brigar!
Que tua vida se ponha entre eles, inalterável e pura
Como uma língua de luz

E lhes imponha silêncio com sua formosura.
Que cruéis os torna a cobiça e o ciúme!
Como Violências disfarçadas sedentas de sangue são suas palavras.
Ponha-se entre seus corações irados e que
Teu olhar sublime caia sobre eles como cai a indulgente
Paz do anoitecer sobre a batalha do dia.

Deixe que olhem tua face
E que assim compreendam o sentido de todas as coisas.
Que te amem, e assim amem um ao outro.
Vem ocupar teu lugar nos braços do Eterno.
Abre e levanta teu coração ao nascer do sol, como uma nova flor.
E quando o sol se pôr, inclina tua cabeça e reze
Em silêncio a oração da tarde.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

TESE DE GURDJIEF

Tese de um pensador russo chamado Guerdjef, que no início do século passado já falava em auto-conhecimento e na importância de se saber viver. Dizia ele: "Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente vale como principal".
Assim sendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris. Dizem os "experts" em comportamento que, quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza aprendeu a viver com qualidade interna. Ei-las:
1) Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.
2) Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.
3) Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
4) Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.
5) Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.
6) Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.
7) Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.
8) Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
9) Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.
10) Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto há ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.
11) Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
12) Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.
13) É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.
14) Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.
15) Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
16) Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo ... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.
17) A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.
18) Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.
19) Não abandone suas 3 grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé!
20) E entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente:
Você é o que se fizer ser! !

domingo, 22 de junho de 2008

SER FELIZ DEPENDE SÓ DE VOCÊ

Durante um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas:
- 'Seu marido a faz feliz? Ele a faz feliz de verdade?'
Neste momento, o marido levantou seu pescoço,demonstrando total segurança. Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamadode algo durante o casamento.Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com um sonoro 'NÃO', daqueles bem redondos!
- 'Não, o meu marido não me faz feliz'! (Neste momento o marido já procurava a porta de saída mais próxima).
- 'Meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz! Eu sou feliz'.
E continuou:
- 'O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim. Eu sou aúnica pessoa da qual depende a minha felicidade. Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas. Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável.
Eu decido ser feliz!
Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: sou feliz!
Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz!
Se meu emprego é bem remunerado ou não: eu sou feliz!
Sou casada mas era feliz quando estava solteira.
Eu sou feliz por mim mesma.
As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza.
Quando alguém que eu amo morre eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza. Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar.
Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem feliz, porque meus amigos não me fazem feliz, porque meu emprego é medíocre e por aí vai.
Eu amo meu marido e me sinto amada por ele desde que nos casamos. Amo a vida que tenho mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade. Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros.
A vida de todos fica muito mais leve. E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos'.
Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade.
SEJA FELIZ, mesmo que faça calor, mesmo que esteja doente, mesmo que não tenha dinheiro, mesmo que alguém o tenha machucado, magoado, mesmo que alguém não o ame ou não lhe dê o devido valor. (autoria desconhecida)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

EU TE AMO NÃO DIZ TUDO


O cara diz que te ama, então tá! Ele te ama. Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso.
Ser amado é ver que ela lembra de coisas que você contou há dois anos atrás, e vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste, e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão.
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.
Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo! (Arnaldo Jabor)
UM FELIZ DIA DOS NAMORADOS A TODOS!!!

domingo, 8 de junho de 2008

MÁRIO QUINTANA

Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas... Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade. Nasci no rigor do inverno, temperatura: um grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não astava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro - o mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu... Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! sou é caladão, introspectivo. Não sei porque sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros? Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma - não da fôrma -, a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de farmácia durante cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Érico Veríssimo - que bem sabem - ou souberam - o que é a luta amorosa com as palavras. No céu é sempre domingo. E a gente não tem outra coisa a fazer senão ouvir os chatos. E lá é ainda pior que aqui, pois se trata dos chatos de todas as épocas do mundo (MÁRIO QUINTANA)

Amor não é se envolver com a pessoa perfeita, aquela dos nossos sonhos. Não existem príncipes nem princesas. Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos. O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser (MÁRIO QUINTANA)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

DESPERTAR É PRECISO


Na primeira noite, eles aproximaram-se
e colheram uma flor do nosso jardim.
E não dissemos nada.
Na segunda noite, já não se esconderam,
pisaram as flores, mataram o nosso cão.
E não dissemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles,
entrou sozinho em nossa casa,
roubou-nos a luz,
e, conhecendo o nosso medo,
arrancou-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.
Vladimir Mayakovski (1893-1930)

domingo, 25 de maio de 2008

quarta-feira, 21 de maio de 2008

DISCRIMINAÇÃO E PRECONCEITO RELIGIOSO


A Justiça da Bahia determinou o recolhimento, em Salvador, de todos os exemplares de um livro escrito pelo padre Jonas Abib, fundador da comunidade católica Canção Nova, ligada à Renovação Carismática, sob a acusação de “ofensa contra as formas de espiritismo”.

(Fonte: Portas Abertas) - Para o Ministério Público baiano, que pediu o recolhimento do livro "Sim, Sim! Não, Não! Reflexões de Cura e Libertação", da editora Canção Nova, o padre cometeu o crime de "prática e incitação de discriminação ou preconceito religioso", previsto na lei 7.716, de 1989. Cabe recurso à Justiça. De acordo com o promotor Almiro Sena, Abib faz no livro "afirmações inverídicas e preconceituosas à religião espírita e às religiões de matriz africana, como a umbanda e o candomblé, além de flagrante incitação à destruição e ao desrespeito aos seus objetos de culto". A ação cita trechos do livro que, na avaliação da Promotoria, trazem ofensas ao espiritismo e às religiões afro-americanas. "O demônio, dizem muitos, "não é nada criativo". (...) Ele, que no passado se escondia por trás dos ídolos, hoje se esconde nos rituais e nas práticas do espiritismo, da umbanda, do candomblé", diz Abib na obra. A editora Canção Nova informou que não foi comunicada da decisão judicial e negou que o livro incorra em preconceito religioso.

Se isto não é preconceito... o que é?
Talvez medo de perder fiéis e, com eles, o dízimo que tanto agrada aos padres e ao Vaticano...
Fico indignada com tantos ataques a outras religiões que, na maioria das vezes nem se lembram desta religião que se diz a primeira e única...
É lamentável que ainda exista tanto preconceito e intolerância.
Continuo repetindo a frase que para mim diz tudo: *° Para quem não crê, não há nenhuma explicação possível. Para quem crê, nenhuma explicação é necessária*°
Uma ótima noite a todos e que a justiça continue sendo feita.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

NASCER, MORRER, RENASCER AINDA E, PROGREDIR SEMPRE. TAL É A LEI.

No dia 12 de maio de 2008, nasceu mais um ser de luz.
Mais um espírito retorna ao plano terreno e, sem sombra de dúvidas, com uma missão muito importante.
Mais um espírito à imagem e semelhança do Nosso Pai Maior. Mais um ser que continua a caminhada em busca da evolução da alma.
Nasceu Pedrinho, meu sobrinho, primeiro e, por enquanto, único. Que vem para trazer alegria e paz para a nossa família, assim como para todos os que estiverem em seu caminho. Mais um passageiro neste trem da vida.
E, espero sinceramente, que a sua viagem seja confortável. Que ao longo da viagem, possa fazer muitos amigos. Que nunca queira desembarcar em estação diversa daquela que escolheu como ponto final.
Espero que nesta viagem ele possa dar e receber muito amor. Que seja humilde, caridoso, fraterno e... FELIZ.
Que Deus esteja com ele, o tempo todo.
Que lhe acompanhe nos momentos de alegria e que possa pegá-lo no colo nos momentos não tão bons assim.
Felicidades aos pais e avós...
Doces momentos possam fazer parte desta caminhada...
Quanto a nós, tios corujas, nada mais resta do que desejar tudo o que há de melhor.
Bem-vindo, lindinho...
O mundo espera por você!
Beijos

quarta-feira, 7 de maio de 2008

REVOLUÇÃO DA ALMA



Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue sua alegria,
sua paz, sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém.
Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer
ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da sua vida é você mesmo.
A tua paz interior é a tua meta de vida.
Quando sentires um vazio na alma,
quando acreditares que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo,
Remete teu pensamento para os teus desejos mais íntimos
e busque a divindade que existe em você.
Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você...
Não coloque objetivos longe demais de suas mãos,
abrace os que estão ao seu alcance hoje
Se andas desesperado por problemas financeiros,
amorosos ou de relacionamentos familiares,
busca em teu interior a resposta para acalmar-te,
você é reflexo do que pensas diariamente.
Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você,
e você estará afirmando para você mesmo, que está "pronto"para ser feliz.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor.
Pare de esperar a felicidade sem esforços.
Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.
Critique menos, trabalhe mais.
E, não se esqueça nunca de agradecer.
Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor.
Nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar
o que quer que seja na nossa vida.
Por fim, acredite que não estaremos sozinhos em nossas caminhadas,
um instante sequer...
...se nossos passos forem dados em busca de justiça e igualdade!!!
"A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las."
(Paulo Roberto Gaefke)
 
Google Analytics Alternative