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| Neblina em Gramado. Imagem : Flickr |
Nestas férias, caminhava por algumas ocasiões sob forte nevoeiro, sinal de mudança térmica, no caso, de chegada de mais frio em meio ao clima muito úmido que envolvia a serra gaúcha.
O nevoeiro era tanto que não enxergava o outro lado da rua. Era dificílimo dirigir nessa situação, também pela desconfiança quanto aos outros veículos, mas todos iam bem devagar e o risco de acidentes era consideravelmente diminuído, inclusive pelo extremo respeito aos pedestres.
Enquanto caminhava, mesmo conhecendo a paisagem, surpreendia-me com cada canto que o nevoeiro liberava, além de imaginar como estavam as construções "desaparecidas" que conhecia e não via do outro lado da rua.
Talvez a nossa vida seja um pouco assim. Caminhamos dentro dos nossos propósitos e valores, sem saber o que virá a frente ou que eventos cruzarão nossas esquinas. Podemos nos preparar para essa caminhada, com roupas apropriadas, mas ninguém sabe o que encontrará adiante.
Nossa fé e nossa esperança nos ensinam que sobre tudo isso há um sol e as demais estrelas que não param de brilhar e de nos aquecer. O calor está ali, mesmo que escondido no nevoeiro. Às vezes o sentimos bem forte, mas mesmo nas tempestades ele ali está.
Se sabemos o nosso destino final, o que há sobre o nevoeiro, não precisamos temer. O fim da caminhada nossa fé já nos revelou. As curvas e contratempos do caminho são inevitáveis. Assim, para nós, os fins não justificam os meios, porque os meios já fazem parte do fim! A beleza já está no caminho, mesmo sob forte nevoeiro!
Para vencermos esse caminho precisamos do alimento bom, do amor na sua forma mais pura (ágape).
Um chocolate, com açúcar e leite, lembra-nos do amor e do carinho que recebemos desde a nossa primeira infância, de tantas pessoas que foram instrumento da presença de Deus nas nossas vidas.
Continuemos a caminhar e a desfrutar das belezas da caminhada, da vida que nos é concedida!
José Luiz Garcia
* * *
Show de bola!
Parece tirado de um livro?
Parece coisa de escritor por causa da sensibilidade, do fator HUMANO encontrado nas palavras? Pois é... Não é.
Isto foi recebido pelos funcionários do Juizado Especial Cível de Sorocaba, onde meu marido trabalha. O escrivão diretor, na volta de suas férias, entregou isso, junto de um simpático chocolate.
Por quê?!
Pra mostrar que ainda existem pessoas sensíveis, carinhosas e que acreditam, sabiamente, que o mundo pode ter jeito. Que acreditam que um gesto desses pode tocar o coração das pessoas e mostrar-lhes que mesmo estando longe, em vez de querer esquecer os colegas de trabalho, mostram que além de colegas, são pessoas e que podem e devem ser tratadas como tal.
Um gesto lindo e único.
Parabéns Zé Luiz.
O mundo seria muuuuuuito melhor se existissem mais Zé Luiz como você.
Não poderia deixar passar em branco, já que coloco aqui todas as minhas indignações e raivas. Tenho o dever de colocar os mimos, as boas ações, o lado bom desse velho mundão de meu Deus.
Beijinhos a todos que passam por aqui.

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